O W do nome do modelo se refere à Edgar K. Worthington, um dos fundadores da empresa. O W900 é um dos caminhões mais antigos ainda produzidos no mundo, e está em linha de produção basicamente para agradar ao gosto dos caminhoneiros dos Estados Unidos.
A última grande atualização de design no modelo aconteceu em 1982. Desde então, pouca coisa muda no design consagrado, mas o caminhão recebe atualizações nos motores, para cumprir as normas ambientais mais rígidas.
Em 2018, a KW apresentou o W990, um caminhão que deveria substituir e encerrar a gloriosa carreira do W900. O novo modelo traz um design clássico, mas misturado com elementos dos caminhões mais modernos da montadora, como o T680. Como não foi aprovado pelos caminhoneiros, os dois modelos seguem em produção juntos.
Ele tem cabines simples, para operações de curta distância, ou modelos como a Aerocab Aerodyne Studio Sleeper, com mais de 2 metros de comprimento e 2,18 metros de altura, que pode receber ampla cama, mesa, armários, forno, geladeira e outros itens ao gosto do caminhoneiro.
Por ser tão exclusivo, com uma produção baixa, o modelo custa mais que modelos como o T680, que é construído em massa. O valor estimado da versão top de linha do W900 chega aos US$ 200 mil, pouco mais de R$ 1 milhão em conversão direta, enquanto um T680 saí por US$ 169 mil, cerca de R$ 890 mil.
E não é só a Kenworth que mantem modelos clássicos em suas linhas de montagem. Outras montadoras seguem o mesmo caminho, e mantém vivos aqueles modelos que moram nos sonhos dos caminhoneiros dos Estados Unidos.
Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro
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