De acordo com a polícia, muitos transportadores passavam pelo posto de pesagem somente à noite, após o posto de pesagem do DNIT, com balança móvel, estar fechado. Quando o posto encerrava as operações, os motoristas se comunicavam por grupos de Whatsapp, e passavam com os caminhões acima do peso pelo trecho.
Muitos veículos transportam areia, seixo, brita e minérios da região central do estado, notadamente Porto Grande, Pedra Branca e Serra do Navio. Esse tipo de transporte não especifica o peso da carga na nota fiscal, o que impedia a fiscalização do peso da carga após a balança parar de operar.
A operação contou com 18 policiais rodoviários, e realizou a pesagem de 56 caminhões, entre os quais estavam 25 com cargas pesando mais que o estabelecido pelo Contran. As cargas em excesso chegaram a 231 toneladas, uma média de 9.240 kg por veículo.
As infrações de peso são de natureza média, no valor base de R$ 130,16 e mais o valor de uma tabela que leva em consideração a quantidade de peso excedente a cada 200 kg ou fração. Nestas condições o valor do auto de infração, em média, atinge valor superior a R$ 2.000,00, já que não raro estes excessos superam, a depender do tipo de veículo, até 20 toneladas.
A operação visou combater um dos maiores vilões da conservação das rodovias, já que o excesso de peso acelera o desgaste do pavimento, além de comprometer a segurança dos veículos.
No comparativo de 2019 para 2020 a PRF no Amapá aumentou em mais de 700% o número de autos de infração lavrados por excesso de peso.
A PRF já solicitou que a balança instalada na região funcione 24 horas por dia, de forma ininterrupta.
Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro
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