Tatra apresenta os modelo Phoenix que serão produzidos no Brasil

O Governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, recebeu, em Curitiba, representantes da Tatra Brasil, que apresentaram os modelos escolhidos para serem produzidos no Brasil. De acordo com a empresa, os caminhões Phoenix 6×6, em versões com motores Euro 5 e Euro 6, começarão a ser produzidos a partir de setembro, na fábrica que está sendo construída na cidade de Ponta Grossa, no Paraná.

Dois caminhões foram apresentado ao governador e ao vice-governador Darci Piana pelo presidente da empresa, Rui Lemes. A embaixadora da República Tcheca no Brasil, Sandra Lang Linkensederová, também acompanhou a demonstração.

Essa será a primeira fábrica da Tatra fora da República Tcheca. A empresa foi beneficiada por um programa do governo estadual, com incentivos fiscais, e está investindo R$ 102,7 milhões na nova fábrica, com previsão de contratar 300 profissionais até 2026.

Os dois caminhões apresentados ao governador foram importados pela empresa da Europa, e serão usados para testes e demonstrações no Brasil.

São veículos de grande porte que vão atender os mercados brasileiro e internacional. É mais um grande investimento do setor automotivo no Estado, que conta com importantes multinacionais como a Caterpillar, New Holland, Volvo, DAF, Renault e Volkswagen”, disse o governador do Paraná.

Fábrica na Paraná

Além dos incentivos fiscais, a implantação da Tatra em Ponta Grossa se deve à proximidade com a fábrica da DAF Caminhões, que compartilham com os Tatra uma série de componentes, como as cabines, que são do modelo CF.

O acordo para a implantação da fábrica foi formalizado em setembro de 2020, após cerca de três anos de negociações.

“Foi um trabalho que exigiu muita diplomacia e contou com a intermediação da Embaixada, porque é a primeira fábrica dessa empresa centenária, uma das principais fabricantes de caminhões do mundo, fora da República Tcheca. É uma conquista que demonstra a capacidade do Paraná como um estado competitivo e com mão de obra capacitada”, destacou o governador.

O trabalho do ex-cônsul honorário da República Tcheca, o atual vice-governador do estado, Darci Piana, também foi fundamental para a implantação da empresa no Paraná.

“O Estado foi sempre muito solícito durante o processo e atendeu as expectativas da companhia, que entendeu a importância de expandir sua produção para além da Europa”, disse. “O Paraná e a cidade de Ponta Grossa são beneficiados com a geração de empregos e investimentos essenciais, mas a qualidade e a tecnologia desses veículos também vão atender outros setores estratégicos do Estado”, disse.

“Foi uma abertura inédita e em tempo recorde para tirar um projeto desse porte do papel. É um grande momento para a indústria tcheca, porque nossa economia é orientada para a exportação e este pode ser o primeiro passo para conquistar novos mercados, não apenas o brasileiro, mas também a América Latina e outros países. E para o Paraná também é um processo interessante, porque não é apenas uma fábrica e novos modelos de caminhões que vêm para o Estado, mas são empregos, novas tecnologias e outros potenciais investimentos”, disse embaixadora da República Tcheca no Brasil, Sandra Lang Linkensederová.

Início da produção

Após a finalização da construção da fábrica, a montagem dos veículos vai começar em sistema CKD, onde a Tatra europeia envia caminhões parcialmente desmontados para a finalização da montagem no Brasil. A nova fábrica tem capacidade de produção para até mil caminhões por ano, mas a empresa espera, inicialmente, produzir cerca de 100 unidades por ano.

Futuramente, a empresa planeja a produção completa dos veículos no Brasil, com todas as etapas de desenvolvimento, fornecimento de componentes e montagem sendo realizados no país.

Além dos modelos Phownix 6×6, apresentados ao governador, a empresa também vai produzir modelos 8×8, com versões voltadas para os setores de mineração, produção florestal e sucroalcooleiro, e de veículos pesados para as áreas militares e de defesa.

A produção atenderá os mercados brasileiro, sul-americano e a África, e a expectativa de volume de negócios deve ultrapassar R$ 500 milhões nos próximos anos.

“Existe uma demanda grande pelos modelos off-road no Brasil, que não circulam nas estradas e são utilizados por aqueles setores que exigem veículos de alta tração, como a área florestal, de mineração e sucroalcooleira. A suspensão desses caminhões é totalmente diferente de qualquer outro modelo fabricado no Brasil, e atende a uma necessidade do mercado nacional. São modelos totalmente diferenciados”, explicou o presidente da TatraBras, Rui Lemes.

Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro | Fotos de José Fernando Ogura

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Rafael Brusque - Blog do Caminhoneiro

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