“Fora colaborar com a recuperação de um caminhão pontualmente, com a descoberta destes locais clandestinos, centenas de outros caminhões, indiretamente, acabam sendo salvos”, afirma o coordenador do Comando de Operações do Grupo Tracker, Vitor Correa.
De acordo com o Grupo Tracker, uma peça de caminhão roubado e desmanchado pode custar menos da metade de uma peça nova, em um mercado paralelo que, segundo estimativas, movimenta mais de R$ 600 milhões por ano.
“Milhares de motoristas e proprietários de caminhões recorrem aos desmanches, fornecendo tacitamente o aval necessário para que estes estabelecimentos continuem a existir, sem nenhuma certeza de que esses consumidores de hoje não sejam as vítimas de amanhã”, ressalta Correa.
Além disso, a empresa destaca que penas brandas, facilidade para encontrar veículos e a dificuldade e demora para as autoridades localizarem os locais onde os demanches estão ocorrendo.
“Neste sentido, os operativos de rastreamento possuem papel importante, auxiliando a polícia no combate a este crime”, disse Vitor Correa, destacando que, em média, o processo de desmontar um caminhão, separar e embalar as peças de interesse dura em torno de 50 e 80 minutos, dependendo do grau de habilidade e experiência dos bandidos envolvidos.
“As autoridades empregam grandes esforços para descobrir e desmantelar novos locais de desmanche e contam com o apoio e as informações de empresas do setor privado para obter êxito em suas buscas. O Grupo Tracker investe continuamente em inteligência e em tecnologia, a fim de oferecer os melhores serviços de rastreamento à sociedade e colaborar no que for possível para frear o avanço dos desmanches e da criminalidade como um todo”, finaliza o coordenador do Comando de Operações.
O Estado de São Paulo registrou 2338 ocorrências de roubo ou furto de caminhões, caminhões-trator, reboques e semirreboques, nos seis primeiros meses de 2021. Uma alta de 2,19% em relação ao primeiro semestre do ano passado. Foram 1937 roubos (alta de 4,65%) e 401 furtos (queda de 8,24%). Cubatão, Cajamar, Itaquaquecetuba, Osasco, São Bernardo do Campo, Embu das Artes subiram no ranking de roubo. Já Ribeirão Preto, Osasco, São Carlos, Jaguariúna e Valinhos ganharam destaque negativo por furto.
Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro
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