As BRs são sempre rodovias federais, administradas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que podem ser geridas pelo poder público ou empresas privadas, as concessionárias, quando o trecho for pedagiado. O nome das rodovias é sempre BR-XXX, com três algarismos, que não são escolhidos por acaso.
O primeiro número significa a categoria da rodovia, e os outros dois definem a posição da rodovia, a partir da orientação geral, relativamente à Capital Federal e aos limites do País (Norte, Sul, Leste e Oeste).
Existem atualmente oito rodovias radiais, com mais de 10 mil quilômetros de extensão total.
As BRs 230, 262 e 290 são rodovias transversais, assim como outras 17.
Quando a numeração é par, a rodovia segue de Noroeste-Sudeste, como a rodovia BR-364. Os números vão de 00, no extremo Nordeste do país, a 50, em Brasília, e de 50 a 98, no extremo Sudoeste.
Quando o número 3 é seguido de números ímpares, a rodovia segue no sentido Nordeste-Sudoeste. É o caso da BR-381. A numeração, nesse caso, varia de 301 a 399, conforme a posição da rodovia. O DNIT enumera 30 rodovias diagonais em seu site.
O último tipo de rodovias recebe como primeiro algarismo o número 4. É o caso das rodovias de ligação, que seguem em geralmente ligando rodovias federais, ou pelo menos uma rodovia federal a cidades ou pontos importantes ou ainda às fronteiras internacionais.
O primeiro número é sempre um 4, seguido de 00 a 50, se a rodovia estiver ao norte do paralelo da Capital Federal, e 50 a 99, se estiver ao sul de Brasília. Como exemplos, podemos citar as rodovias BR-470, BR-488, BR-401, entre outra. O DNIT enumera 77 rodovias de ligação em seu site.
Em alguns casos, você está rodando por uma rodovia, e, sem sair dela, o nome muda. Isso acontece quando as rodovias se sobrepõem umas às outras. Geralmente, se usa o nome da rodovia de maior importância, aquela que tem um volume de tráfego maior, para o nome do trecho em que elas correm juntas.
Outro detalhe interessante é a marcação de quilometragem das rodovias. Sempre que a rodovia atravessa a divisa dos estados, é iniciada uma nova marcação, sempre começando do zero. Isso significa que a quilometragem não é cumulativa.
O sentido da quilometragem sempre se dá conforme abaixo:
Rododovias Radiais – o sentido de quilometragem vai do Anel Rodoviário de Brasília em direção aos extremos do país, e tendo o quilometro zero de cada estado no ponto da rodovia mais próximo à capital federal.
Rodovias Longitudinais – o sentido de quilometragem vai do norte para o sul. As únicas exceções deste caso são as BR-163 e BR-174, que tem o sentido de quilometragem do sul para o norte.
Rodovias Tranversais – o sentido de quilometragem vai do leste para o oeste.
Rodovias Diagonais – a quilometragem se inicia no ponto mais ao norte da rodovia indo em direção ao ponto mais ao sul. Como exceções podemos citar as BR-307, BR-364 e BR-392.
Rodovias de Ligação – geralmente a contagem da quilometragem segue do ponto mais ao norte da rodovia para o ponto mais ao sul. No caso de ligação entre duas rodovias federais, a quilometragem começa na rodovia de maior importância.
Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro
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