Para ser uma das montadoras a oferece a tecnologia de forma mais assertiva, a Scania se prepara há bastante tempo nas adaptações na fábrica e acelera os processos de homologações de produtos. Do ponto de vista do mercado de caminhões, no especial período em que vai comemorar 65 anos de Brasil e três da Nova Geração, a fabricante acredita num otimismo moderado e continua animada com o desempenho dos caminhões movidos a biometano.
“Os 65 anos de Brasil trazem memórias de linhas históricas de caminhões oferecidos no maior mercado da Scania no mundo. A força do passado e a confiança atual de ofertar a melhor solução de transporte nos projetam um futuro ainda mais promissor, com a nova linha P8, ou Euro 6, e a liderança na transição para um sistema de transporte mais sustentável. Com a introdução da gama P8, teremos novidades de soluções de produtos e serviços para continuarmos a oferecer a maior rentabilidade por meio do menor custo total da operação (via grande redução de consumo de combustível e de gastos de manutenção), além de superior disponibilidade e, consequentemente, proporcionando o aumento do faturamento do cliente”, afirma Silvio Munhoz, diretor de Vendas de Soluções da Scania no Brasil.
Em 2021, a montadora teve ótimos volumes de vendas, crescendo 4% na participação de mercado.
“A Nova Geração com até 20% de economia de combustível sobre a gama anterior é um sucesso absoluto. Os modelos R 450 e R 540 estão se destacando. As soluções de serviços nos apoiam de forma impecável. Do total de veículos novos, 55% saíram com um programa de manutenção e a conectividade vem transformando a gestão dos clientes”, diz Munhoz.
Seguindo as projeções da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a Scania espera que as vendas de caminhões no Brasil cresçam 9% em 2022, na comparação com 2021.
“Em 2022, o agronegócio, no qual nos destacamos oferecendo as melhores soluções, vai continuar o principal comprador de caminhões pesados, embora haja desafios com a seca no Sul/Sudeste e chuvas excessivas no Nordeste (Bahia), que podem afetar o desempenho total da safra este ano. De acordo com as novas projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção total de grãos na safra 2021/2022 deverá chegar a 268,2 milhões de toneladas”, conta Munhoz.
De acordo com a Anfavea, o mercado total de caminhões vendeu 128.700 unidades, alta de 43,5% sobre as 89.700 unidades de 2020. Nos pesados, foram 66.144 modelos ante os 44.293 de 2020, acréscimo de 49,3%. Já a Scania, na categoria dos pesados, emplacou 15.702 unidades, crescimento de 80,7% – quase o dobro das 8.690 de 2020. Houve aumento de quatro pontos percentuais na participação (de 19,6% para 23,6%). Com o volume, a fabricante superou as 40 mil unidades vendidas da Nova Geração.
No ranking 2021 da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) e do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) dos 10 mais emplacados figuram três caminhões Scania. O R 450 vem crescendo ano a ano na missão de substituir o R 440, o mais vendido da história da marca.
Em 2021, reassumiu a vice-liderança nos pesados com 6.772 unidades emplacadas – quase o dobro das 3.576 de 2020 – e 10% de participação, seu melhor desempenho desde a chegada em 2019, e desbancou com propriedade o principal concorrente na mesma faixa de potência. Foi o segundo caminhão mais vendido da indústria. Chama a atenção dos clientes a sua versatilidade em operações diversas e a economia num imbatível custo total de operação.
Já o R 540, vem subindo no ranking de forma madura. Em 2020, havia vendido perto de 1 mil unidades. Mas em 2021, devido a melhorias na versão 6×4, triplicou seus emplacamentos com 3.501 modelos.
“Ouvimos os clientes, especialmente do agro, e colocamos em prática seus pedidos. A evolução já mostrou os resultados”, destaca Munhoz.
O terceiro Scania da lista é o R 500 (1.898 unidades), que se mantém entre os 10 mais desde a sua chegada em 2019.
Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro
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