Scania trabalha na homologação de caminhões Euro 6 no Brasil

por Blog do Caminhoneiro

Neste ano, a fase P7 do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), chega ao fim no Brasil. Conhecido como Euro 5, o programa entrou em vigor em 2012, exigindo que caminhões menos poluentes fossem fabricados no país. A partir de janeiro de 2023, todo caminhão novo produzido por aqui deverá atender aos requisitos da fase P8 do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), ou Euro 6.

Para ser uma das montadoras a oferece a tecnologia de forma mais assertiva, a Scania se prepara há bastante tempo nas adaptações na fábrica e acelera os processos de homologações de produtos. Do ponto de vista do mercado de caminhões, no especial período em que vai comemorar 65 anos de Brasil e três da Nova Geração, a fabricante acredita num otimismo moderado e continua animada com o desempenho dos caminhões movidos a biometano.

“Os 65 anos de Brasil trazem memórias de linhas históricas de caminhões oferecidos no maior mercado da Scania no mundo. A força do passado e a confiança atual de ofertar a melhor solução de transporte nos projetam um futuro ainda mais promissor, com a nova linha P8, ou Euro 6, e a liderança na transição para um sistema de transporte mais sustentável. Com a introdução da gama P8, teremos novidades de soluções de produtos e serviços para continuarmos a oferecer a maior rentabilidade por meio do menor custo total da operação (via grande redução de consumo de combustível e de gastos de manutenção), além de superior disponibilidade e, consequentemente, proporcionando o aumento do faturamento do cliente”, afirma Silvio Munhoz, diretor de Vendas de Soluções da Scania no Brasil.

Em 2021, a montadora teve ótimos volumes de vendas, crescendo 4% na participação de mercado.

“A Nova Geração com até 20% de economia de combustível sobre a gama anterior é um sucesso absoluto. Os modelos R 450 e R 540 estão se destacando. As soluções de serviços nos apoiam de forma impecável. Do total de veículos novos, 55% saíram com um programa de manutenção e a conectividade vem transformando a gestão dos clientes”, diz Munhoz.

Seguindo as projeções da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a Scania espera que as vendas de caminhões no Brasil cresçam 9% em 2022, na comparação com 2021.

“Em 2022, o agronegócio, no qual nos destacamos oferecendo as melhores soluções, vai continuar o principal comprador de caminhões pesados, embora haja desafios com a seca no Sul/Sudeste e chuvas excessivas no Nordeste (Bahia), que podem afetar o desempenho total da safra este ano. De acordo com as novas projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção total de grãos na safra 2021/2022 deverá chegar a 268,2 milhões de toneladas”, conta Munhoz.

2021: Apesar da pandemia, mercado manteve volumes expressivos

De acordo com a Anfavea, o mercado total de caminhões vendeu 128.700 unidades, alta de 43,5% sobre as 89.700 unidades de 2020. Nos pesados, foram 66.144 modelos ante os 44.293 de 2020, acréscimo de 49,3%. Já a Scania, na categoria dos pesados, emplacou 15.702 unidades, crescimento de 80,7% – quase o dobro das 8.690 de 2020. Houve aumento de quatro pontos percentuais na participação (de 19,6% para 23,6%). Com o volume, a fabricante superou as 40 mil unidades vendidas da Nova Geração.

Três modelos entre os 10 mais registrados do ano

No ranking 2021 da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) e do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) dos 10 mais emplacados figuram três caminhões Scania. O R 450 vem crescendo ano a ano na missão de substituir o R 440, o mais vendido da história da marca.

Em 2021, reassumiu a vice-liderança nos pesados com 6.772 unidades emplacadas – quase o dobro das 3.576 de 2020 – e 10% de participação, seu melhor desempenho desde a chegada em 2019, e desbancou com propriedade o principal concorrente na mesma faixa de potência. Foi o segundo caminhão mais vendido da indústria. Chama a atenção dos clientes a sua versatilidade em operações diversas e a economia num imbatível custo total de operação.

Já o R 540, vem subindo no ranking de forma madura. Em 2020, havia vendido perto de 1 mil unidades. Mas em 2021, devido a melhorias na versão 6×4, triplicou seus emplacamentos com 3.501 modelos.

“Ouvimos os clientes, especialmente do agro, e colocamos em prática seus pedidos. A evolução já mostrou os resultados”, destaca Munhoz.

O terceiro Scania da lista é o R 500 (1.898 unidades), que se mantém entre os 10 mais desde a sua chegada em 2019.

Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro

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