ANP diz que diesel S-500 pode parar de ser vendido no Brasil

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou que está realizando um consulta pública que muda a política de venda do diesel no Brasil. De acordo com a Agência, o texto, se for aprovado, poderá suspender definitivamente a produção e venda do diesel S-500, com maior teor de enxofre, em nosso país.

Além do diesel S-500, que pode ser usado em todo caminhão fabricado antes de 2012, o consulta púbica também pode encerrar a venda do diesel S-1800, que é usado por outros motores diesel não rodoviários.

Ambos os combustíveis serão substituídos exclusivamente pelo Diesel S-10, com baixo teor de enxofre. Depois de aprovado o texto, em um período de quatro meses a ANP definirá o cronograma de substituição do S500 e S1800 pelo S10.

Além disso, o texto traz alterações nos parâmetros da especificação do diesel no país, especialmente em relação à estabilidade à oxidação, do ponto de entupimento à frio, da massa específica e do teor de água; regras para transporte, armazenamento e manuseio; produção por outras fontes, como coprocessamento; e permissão de uso de qualquer matéria-prima não renovável para produção do diesel tipo A, desde que o produto final seja um hidrocarboneto com características similares ao óleo diesel.

De acordo com a ANP, o texto proposto torna o óleo diesel mais adequado à mistura com biodiesel e outros produtos, que foca as boas práticas de manuseio, transporte e armazenagem e, paralelamente, introduz na regulação o óleo diesel coprocessado e a previsão da descontinuidade do S500 com a concomitante substituição pelo S10, não só inova a matriz de combustíveis de transporte do país, como aperfeiçoa a qualidade do óleo diesel B trazendo benefícios para a motorização veicular, para o meio ambiente, para a saúde humana e para a proteção de interesses do consumidor.

“Para chegar à proposta, as equipes técnicas da ANP utilizaram a Matriz GUT (ferramenta de priorização baseada nos critérios gravidade, urgência e tendência) para os eixos da revisão analisados, relativos à qualidade do produto. A mais disso, foram avaliadas experiências internacionais e diversos estudos técnico-científicos e realizados debates técnicos preliminares com vários agentes econômicos da cadeia de abastecimento”, destacou a agência.

Para ver a consulta pública na íntegra, ACESSE O LINK CLICANDO AQUI.

Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro

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