O aumento do número de fretes após a pandemia do Coronavírus, aliado a faltas de componentes, como microchips, fizeram com que a fila de pedidos de caminhões novos crescesse muito.
Apesar de alguma definição quanto às entregas, possíveis paradas não programadas na produção, causadas por motivos externos, como a Guerra na Ucrânia, que tem impactado muito as montadoras de caminhões, podem causar atrasos ainda maiores.
Entregas mais rápidas só são realizadas para modelos elétricos e híbridos, que ainda tem uma demanda mais baixa, e geralmente conseguem ser fabricados em apenas alguns poucos meses. O problema maior é para caminhões pesados a diesel, especialmente cavalos-mecânicos.
Devido a esse problema, marcas de fora da Europa estão ganhando espaço, é o caso da Ford Otosan e da BMC, produzidos na Turquia. A Ford oferece o modelo F-Max, desenvolvido com foco no mercado europeu, e a BMC oferece o modelo Tugra, com um design bastante diferenciado. Recentemente a BMC realizou uma venda de 10 unidades para a Transportes Transvero, uma empresa da Espanha, sendo a primeira negociação em solo da União Europeia.
O problema da falta de caminhões novos não é exclusividade da Europa. Diversos outros países também enfrentam a falta dos modelos, como os Estados Unidos e até mesmo o Brasil. Em muitos desses locais, as entregas só são realizadas após vários meses, e, quase sempre, o valor do veículo é reajustado na entrega em relação ao momento da venda meses antes, devido à inflação.
Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro
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