O caminhão foi produzido pela Iveco e pela Fiat Research Center, contando com um interior inovador, um sistema fotovoltaico no teto, capaz de produzir 2 kWh de energia, para uso nos utensílios da cabine, e também com o famoso Kers, um sistema de recuperação de energia das frenagens, usado por carros de Fórmula 1, que dispensava o uso do alternador do motor para alimentar o sistema de direção elétrica, e também movia o compressor de ar e a bomba de água, reduzindo o desperdício de energia do motor diesel.
Outra tecnologia interessante naquele caminhão era o sistema de aproveitamento do calor liberado pelo escapamento. Cerca de 10% de toda a energia térmica do escape era recuperada e transformada em eletricidade, por um circuito termodinâmico.
A quinta-roda também era inteligente, deslizando sobre o chassi com o caminhão em movimento, o que aumentava ou reduzia o espaço entre a cabine e o implemento, para otimizar o fluxo de ar, dependendo da velocidade. As carenagens laterais também contavam com trocadores de calor, para reduzir o tamanho do radiador do motor.
O motorista contava com uma cabine de piso plano, construído em madeira, com dois assentos de alta tecnologia, sendo que o do passageiro poderia ser convertido em uma espreguiçadeira, além de poder ser girado dentro da cabine.
A cabine também contava com várias telas, com informações do caminhão, entretenimento e também com um modo escritório, para o motorista usar para administrar a logística das entregas.
O sistema de ar-condicionado de última geração conseguia controlar a temperatura, umidade e até o cheiro da cabine de forma muito detalhada, ao gosto exato do caminhoneiro.
“Embora a genialidade humana produza muitas invenções, elas nunca serão melhores, mais simples ou mais consistentes que aquelas da natureza, porque às invenções da natureza nada falta e nada é supérfluo. A simplicidade, portanto, está na raiz das ideias do Iveco Glider”, destacou Giandomenico Fioretti, chefe de inovação tecnológica da Iveco na época do lançamento do caminhão.
Depois da apresentação em 2010 na IAA, o caminhão veio ao Brasil, para a Fenatran de 2011. Depois dessas exibições públicas, pouco se sabe sobre o destino daquele que era o caminhão mais avançado do mundo em 2010.
Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro
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