Iveco Glider – O conceito da Iveco para a IAA de 2010

A feira de veículos comerciais IAA, em Hannover, Alemanha, é palco de alguns dos maiores lançamentos do segmento há muitos anos. E não foi diferente em 2010, quando a Iveco surpreendeu o público com a apresentação do caminhão conceito Glider. Além de um design inovador, com linhas limpas, o caminhão era focado em eficiência energética, e já previa o uso de câmeras no lugar dos espelhos.

O caminhão foi produzido pela Iveco e pela Fiat Research Center, contando com um interior inovador, um sistema fotovoltaico no teto, capaz de produzir 2 kWh de energia, para uso nos utensílios da cabine, e também com o famoso Kers, um sistema de recuperação de energia das frenagens, usado por carros de Fórmula 1, que dispensava o uso do alternador do motor para alimentar o sistema de direção elétrica, e também movia o compressor de ar e a bomba de água, reduzindo o desperdício de energia do motor diesel.

Outra tecnologia interessante naquele caminhão era o sistema de aproveitamento do calor liberado pelo escapamento. Cerca de 10% de toda a energia térmica do escape era recuperada e transformada em eletricidade, por um circuito termodinâmico.

A quinta-roda também era inteligente, deslizando sobre o chassi com o caminhão em movimento, o que aumentava ou reduzia o espaço entre a cabine e o implemento, para otimizar o fluxo de ar, dependendo da velocidade. As carenagens laterais também contavam com trocadores de calor, para reduzir o tamanho do radiador do motor.

Por baixo do chassi, foi instalada uma placa aerodinâmica lisa, reduzindo o arrasto em até 3%. As entradas de ar na grade dianteira também eram inteligentes, se fechando automaticamente conforme a velocidade do caminhão subia, para reduzir a turbulência.

O motorista contava com uma cabine de piso plano, construído em madeira, com dois assentos de alta tecnologia, sendo que o do passageiro poderia ser convertido em uma espreguiçadeira, além de poder ser girado dentro da cabine.

Também estavam à disposição uma pia e fogão elétrico, e duas camas, que ficavam dobradas na parte traseira da cabine, o que ampliava o espaço para o motorista quando ele não estava dormindo.

A cabine também contava com várias telas, com informações do caminhão, entretenimento e também com um modo escritório, para o motorista usar para administrar a logística das entregas.

O sistema de ar-condicionado de última geração conseguia controlar a temperatura, umidade e até o cheiro da cabine de forma muito detalhada, ao gosto exato do caminhoneiro.

A ideia central do desenvolvimento do caminhão se baseou no voo das águias. Glider, em inglês, significa planador, que é o que a maioria das águias fazem no ar, evitando desperdiçar energia até encontrar uma presa para caçar.

“Embora a genialidade humana produza muitas invenções, elas nunca serão melhores, mais simples ou mais consistentes que aquelas da natureza, porque às invenções da natureza nada falta e nada é supérfluo. A simplicidade, portanto, está na raiz das ideias do Iveco Glider”, destacou Giandomenico Fioretti, chefe de inovação tecnológica da Iveco na época do lançamento do caminhão.

Depois da apresentação em 2010 na IAA, o caminhão veio ao Brasil, para a Fenatran de 2011. Depois dessas exibições públicas, pouco se sabe sobre o destino daquele que era o caminhão mais avançado do mundo em 2010.

Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro

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