Essas cabines chegam a ter mais de dois metros de comprimento atrás do assento do motorista, garantindo alto conforto e espaço para uma série de itens de comodidade, que transformam as cabines em verdadeiras casas sobre rodas.
As cabines maiores oferecem mais espaço para o motorista descansar e dormir, além de guardar seus pertences pessoais e equipamentos. Com cabines maiores, os caminhões também podem oferecer mais espaço para recursos adicionais, como geladeira, micro-ondas e outras comodidades que podem tornar a vida na estrada mais confortável.
Diferente de outras regiões do mundo, os caminhoneiros norte-americanos exigem mais espaço para conforto em seus veículos. Como citado anteriormente, isso começou na década de 1970, depois de muitos anos de cabines que espremiam os caminhoneiros. Com a popularização das viagens de costa à costa, com dias nas estradas, os caminhoneiros precisavam ter mais comodidade em seus caminhões.
Como as carretas mais longas usadas nos Estados Unidos tem 53 pés de comprimento, ou 16 metros, e a medida exclui o comprimento da cabine, os caminhoneiros dos EUA tem possibilidade de comprar caminhões com cabines de até três metros de comprimento total na parte interna, garantindo muito conforto.
Além do maior espaço interno, os caminhões norte-americanos tem por padrão o projeto bicudo, mesmo para operações regionais e de entrega urbana. Os modelos cara-chata foram diminuindo ao longo das últimas décadas, se limitando a operações específicas, como coleta de lixo.
Apesar de terem vantagens em relação aos modelos convencionais, como menor peso, mais manobrabilidade e visibilidade, uma série de motivos fizeram com que os caminhões cara-chata cara-chata caíssem em desuso, sobrando apenas a nostalgia de motoristas que ainda gostam do estilo dessas cabines.
Em primeiro lugar, o tamanho da cabine para os motoristas que cobrem longas distâncias conta muito. Nos anos 1960 e 1970, os Estados Unidos passaram a ter uma rede de transportes nacional, e as viagens de costa a costa se tornaram muito comuns. Como as cabines COE ofereciam pouco espaço, e uma cama estreita, ficou evidente que os motoristas precisavam de mais conforto e espaço para enfrentar as longas jornadas.
Outro ponto chave é a dificuldade maior para manutenção e verificação de componentes do motor em caminhões COE. Dependendo do grau de intervenção necessária, a cabine precisa de basculada, em um processo demorado e que exige que todo item solto dentro do veículo seja acomodado para não cair no para-brisa. Nos caminhões convencionais, basta levantar o capô para ter acesso aos dois lados do motor, com facilidade.
A mídia norte-americana também destaca que o desenvolvimento do projeto de um caminhão convencional é mais fácil do que o de modelos COE, já que os modelos com o motor em baixo da cabine precisam ser construídos com os mesmos componentes em menos espaço, o que exige mais trabalho. No caminhão convencional existe mais espaço para alocação de toda a tecnologia do veículo.
Graças ao conforto, os caminhões convencionais também passaram a ser adquiridos pelas transportadoras para atrair novos motoristas, e alimentaram massivamente o mercado de usados ao longo dos anos.
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