A ideia era boa, para uma imensa fábrica construída no início da Segunda Guerra Mundial, planejando a produção de motores de avião, e que logo ficou sem serventia. A guerra acabou e os motores se tornaram obsoletos.
Com os caminhões, a fábrica poderia ter uma longa vida, ajudando a levar desenvolvimento a todo o país.
Era um caminhão bicudo, diferente dos modelos posteriores e mais conhecidos da FNM, com projeto datado da década de 1930. Na Itália, era chamado de Isotta Fraschini D80, e foi produzido até 1955.
A cabine era produzida pela empresa Zagato, e oferecia um certo nível de conforto para o motorista. A grade dianteira ostentava um grande ornamento de cinco faixas cromadas.
A capacidade de carga era de 6,5 toneladas, e podia facilmente ser adaptado para rebocar composições do tipo romeu e julieta.
Para a imprensa brasileira na época, o investimento nos caminhões Isotta Fraschini era um gigantesco disperdicio de dinheiro público, já que a produção, mínima, era vendida com muito prejuízo.
No final de 1949, a Isotta Fraschini entrou em processo de falência, e acabou encerrando o contrato com a FNM de forma abrupta.
Os caminhões, apesar de robustos para a Itália, não aguentavam bem as duras estradas brasileiras, sendo a maioria sem pavimentação. E como não se conseguiu aumentar o índice de nacionalização do modelo, a produção se encerrou com apenas 200 unidades.
Em poucos anos, os poucos D-7.300 fabricados foram sumindo. Aparentemente, hoje em dia não resta nenhum caminhão desses no Brasil. É uma parte interessante da história, mas que se perdeu no tempo.
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