Empresas são multadas em milhões por desativar controles de emissões em caminhões nos EUA

Uma oficina mecânica e uma transportadora de Grand Rapids, no estado norte-americano de Michigan, foram processadas e estão enfrentando uma série de sanções por violarem a Lei do Ar Limpo do estado, ao utilizarem mecanismos para desativar os sistemas de controle de emissões de poluentes em caminhões.

A condenação partiu do juiz do Tribunal Distrital dos EUA, Paul L. Maloney, que multou a Accurate Truck Service e a Griffin Transportation em US$ 500 mil cada, além de um ano de prisão em liberdade condicional.

Os proprietários das empresas, Craig Scholten e Ryan Bos, também receberam multas, de US$ 6 mil cada, e foram sentenciados a quatro meses de prisão domiciliar. Outros envolvidos no esquema também foram multados e condenados a prisão em liberdade condicional.

De acordo com a justiça dos Estados Unidos, as empresa violaram a Lei do Ar Limpo sistematicamente.

“Este caso é um dos maiores do gênero ​​nos Estados Unidos e as sentenças de hoje enviam uma mensagem clara de que os poluidores que violarem as leis ambientais serão responsabilizados. As regras ambientais protegem a água que bebemos, os lagos que pescamos e o ar que respiramos. É fundamental protegermos o nosso povo e o nosso planeta de poluentes nocivos”, disse o procurador dos EUA para o Distrito Ocidental de Michigan, Mark Totten.

Para tentar reduzir as penas, as duas empresas se declararam culpadas do esquema. Em um esquema elaborado, várias empresas faziam modificações de peças e softwares dos caminhões novos, basicamente eliminando todo o sistema de pós-tratamento dos gases do escapamento.

Após a remoção das peças, as centrais eletrônicas dos caminhões eram reprogramadas, para que os veículos funcionassem sem o sistema e sem erros no painel.

Apesar de melhorar o consumo de combustível e aumentar a potência dos caminhões, a remoção desses componentes aumenta a poluição em até 90 vezes.

Nos últimos anos, as empresas fizerem modificações em quase 400 caminhões. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos não informou se as empresas terão que reinstalar as peças nos caminhões, ou se os veículos serão destinados para sucateamento, por exemplo.

Publicado por
Rafael Brusque - Blog do Caminhoneiro

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