Por isso, ideias criativas de aumento de potência surgiam a todo momento. O mais comum era adotar um segundo motor, como já falamos aqui no Blog do Caminhoneiro em algumas oportunidades.
O sistema usado no Freightliner Power Dolly era semelhante, mas a abordagem era diferente. Em vez de ter um segundo motor sob a cabine, o equipamento era um dolly motorizada, usada para o acoplamento de uma segunda ou terceira carreta, no caso dos rodotrens.
A tecnologia surgiu nos anos 1960, e funcionava como um motor auxiliar, apenas para situações onde uma potência maior era necessária. O motor usado era produzido pela Cummins, um V6 de 130 cavalos, acoplado diretamente ao eixo, sem uso de uma caixa de câmbio, sendo equipado apenas com um conversor de torque.
A posição 1 era para aceleração total, usado para arrancadas com carga máxima. A segunda posição permitia o uso de 80% da aceleração, e a terceira mantinha o motor em marcha lenta. Se o motorista pisasse no freio, o sistema entrava em modo inativo, e o motor era desligado.
Além da Bend Portland Truck Lines, as transportadoras CF e Garrett participaram de testes com a tecnologia, que se mostrava promissora.
Apesar disso, o Power Dolly nunca entrou em produção massiva, e acabou tendo seu desenvolvimento encerrado. Não se sabe ao certo o motivo da desistência do projeto, e, infelizmente, nenhuma unidade sobreviveu.
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