Caminhoneiro que foi obrigado a dirigir por 600 km depois de sofrer infarto será indenizado

De acordo com a Justiça espanhola, a empresa duvidou do estado de saúde do motorista, que estava trabalhando em uma viagem à Alemanha. Ele foi obrigado a dirigir até a França, onde outro caminhoneiro assumiu o volante, e só conseguiu chegar em casa nove dias depois. A empresa também demitiu o caminhoneiro por achar que estava mentindo.
No processo, o caminhoneiro argumentou que a empresa violou direitos fundamentais, especialmente sua integridade física. Antes de ser contratado, o motorista passou por exames, e foi considerado apto sem restrições ao trabalho.
O motorista teve um infarto em dezembro de 2021, enquanto estava na região de Euskirchen, na Alemanha. Ele foi atendido em um hospital próximo, e recebeu tratamento durante dois dias, para um infarto do miocárdio.
Depois de receber alta, foi orientado a procurar um médico caso os sintomas piorassem.
No momento do atendimento, ele avisou o dono da empresa, informando que estavam fazendo exames e que seu peito estava doendo desde a noite anterior.
Como não entrou em um acordo com o chefe por conta das despesas da viagem, o caminhoneiro viajou com o caminhão da empresa quando saiu do Hospital, da Alemanha para a Holanda e de lá para França, ficando em Estrasburgo, à espera que a empresa o levasse até sua casa, perfazendo um total de 674 quilómetros.
Por conta disso, além de ter demitido o caminhoneiro e cobrado vários custos referentes à viagem, a empresa foi condenada, e deverá pagar uma indenização de 30 mil Euros ao caminhoneiro.

Já passou de aqui no Brasil os caminhoneiros terem planos de saúde de maneira obrigatória pelas as empresas.