Mack Anthem chama atenção nas rodovias brasileiras

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O Brasil é um país completamente dominado por caminhões de origem europeia, com cabines frontais, os famosos cara-chata. É por isso que os caminhões bicudos ainda fazem tanto sucesso por aqui, devido, cada vez mais, à sua raridade nas estradas.

E quando aparece um caminhão de origem norte-americana em nossas estradas, a curiosidade é grande. Nesta semana, a presença de um imponente Mack Anthem nas estradas do Paraná atiçou a curiosidade de outros caminhoneiros.

O Blog do Caminhoneiro teve a oportunidade de ver o caminhão, em um conjunto tipicamente americano, já que estava engatado em uma carreta refrigerada fabricada pela Wabash.

O Mack Anthem foi lançado nos Estados Unidos em 2018, e por lá é um caminhão que não chama tanto a atenção, por não ter se tornado um grande sucesso em vendas.

O caminhão conta com um design único, com um longo capô arredondado, uma grade dianteira distinta, e um belo conjunto de faróis, além, é claro, do icônico Bulldog.

O bruto tem uma das maiores e mais confortáveis cabines disponíveis na América do Norte, com muito espaço interno, permitindo a fácil movimentação dentro do habitáculo.

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O caminhão visto na BR-476, no Paraná, pertence à empresa chilena Transportes Carlos Hipolito Astudillo Alvarez, da cidade de Puerto Montt. A empresa tem autorização para o transporte de cargas entre o Chile e o Brasil.

De acordo com os dados obtidos pelo Blog do Caminhoneiro, se trata de um caminhão quase novo, fabricado em 2023. O preço médio de um bruto desses, lá nos EUA, é de US$ 200 mil.

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Os transportadores do Chile usam esses caminhões, além de modelos europeus e asiáticos, porque o país tem economia aberta, permitindo a importação de qualquer tipo de veículo praticamente sem burocracia, e com o preço subindo muito pouco em relação ao valor original. Veja mais no vídeo:

Outros caminhões

As estradas do Chile têm muitos modelos de caminhões norte-americanos, novos e usados. Recentemente, pudemos ver também dois modelos Freightliner nas estradas do Paraná.

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Rafael Brusque - Blog do Caminhoneiro

Nascido e criado na margem de uma importante rodovia paranaense, apaixonado por caminhões e por tudo movido a diesel.

7 comentários sobre “Mack Anthem chama atenção nas rodovias brasileiras

  1. O Chile conta atualmente com uma população mais de 19.600.000 habitantes, conforme os dados das Nações Unidas para 2022, ocupa uma longa e estreita faixa de terra de aproximadamente 756 mil km² nas encostas da cordilheira dos Andes.
    E não possui fabricantes de veículos, por isso, não impõe grandes barreiras à importação de automóveis.

    A População do Brasil passa de 211 milhões de habitantes, estima IBGE 2024.
    O total da área territorial do país para 8.510.417,771 km².

    O Brasil é 12 vezes maior que a população do chile e 11,3 vezes maior em território.
    Nosso país tem dimensões de um continente.

    O setor produtivo automotivos emprega mais de 100 mil brasileiros diretamente (acho que deveria ser muito mais). Já somamos 20 montadoras de carro em operação – empresas essas que, reunidas, possuem 65 fábricas em 11 estados da federação, somando capacidade instalada de 4,5 milhões de automóveis por ano e cerca de 5.5 mil concessionárias.

    Lidar com as peças e os suprimentos de um automóvel, isto é, “um só modelo”, não é uma tarefa simples, a título de curiosidade, um automóvel necessita às vezes mais de 30 mil peças para estar finalizado, desta forma, esse é o tipo de carga que deve ser transportada com todo cuidado e segurança até o seu destino.
    Estamos falando de transportar matéria prima, produtos pré-fabricados e fabricados que serão levados para as fabricantes de veículos e depois, o transporte de veículos e peças para todo o nosso país e na América Latina.

    Quanto mais importação no nosso país, menores serão a quantidade de empregos e serviços, quanto maior for a exportação e menor a importação maior será as ofertas de vários empregos.

    Por isso que os nossos governantes impõe limites e burocracias sobre importação de produtos e serviços.

    Só acho que temos que melhorar e muito as nossas vias e principalmente a logística, um caminhão ficar preso num recebimento e expedição por mais de duas horas é muita coisa.

  2. Trafegam respeitando à vida , pois não usam a irresponsabilidade da traseira das carrocerias levantadas, às famosas guilhotinas.

  3. Aqui no Brasil a burocracia não deixa as coisas acontecer um caminhão desse aí Faria sucesso por aqui sem dizer o valor quê também é atraente.

    1. O caminhão custa 200 mil dólares la América, aqui sairia no preço normal de um caminhão nacional.

      1. Será? Por que um Ford Maverick importado do México, que tem acordo comercial com o Brasil, tem preço acima de R$ 220k na versão híbrida e lá nos EUA era mais barato que o Ford EcoSport quando feito aqui e na Índia, só que hoje, se ainda existisse o EcoSport feito aqui, este não chegaria a 170k com base nos concorrentes locais.
        Pegue os US$220k, coloque 35% de imposto e conversão de moeda. Já temos R$ 1,620 milhão. Falta lucro, custo de homologação, custos de importação, etc.
        Quando a Volvo importou um lote de FH 750 8×4, na época, o FH 540 6×4 não era R$ 500k, mas os 750 passavam de R$ 1 milhão.

    2. Aqui, provavelmente, teria valor acima de R$ 1,8 milhão considerando taxa de importação, valor do dolar, custos para trazer.
      E a legislação não impede esse veículo aqui. É só ajustar do tamanho do implemento para cumprir comprimento máximo. Mas o tem gente que prefer gastar uma nota levantando traseira de caminhão pra ficar irregular, mas deve compensar com visualização em rede social remunerada.

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