Demanda por caminhões DAF cai na Europa e provoca demissões

Imagem de DAF Trucks

A DAF está enfrentando problemas na Europa, com uma demanda reduzida praticamente pela metade de seus caminhões, o que tem levado a fabricante holandesa a reduzir a produção e demitir parte dos trabalhadores da fábrica de Eindhoven, na Holanda, e da fábrica da Leyland, no Reino Unido. As informações foram publicadas pelo jornal holandês ED.NL.

De acordo com a publicação, até abril de 2023, a DAF produzia cerca de 260 caminhões por dias nas duas fábricas, e esse número caiu para 160 atualmente. A ACEA, entidade que reúne os fabricantes de caminhões de toda a Europa, a demanda por caminhões novos vem caindo significativamente no continente ao longo dos últimos meses, com uma redução média de 7,5% entre janeiro e setembro desse ano.

Por conta dessa redução da produção, a DAF já tem feito cortes de trabalhadores, reduzindo bastante o número de colaboradores temporários de suas fábricas. Desde janeiro, a empresa já fez quase 300 demissões.

Além disso, fontes ligadas a sindicatos dizem que a empresa está dando folgas e férias para o pessoal fixo, evitando um número maior de demissões.

Apesar de a publicação citar a DAF com destaque, outras montadoras da Europa também enfrentam os mesmo problemas. A Daimler, dona da Mercedes-Benz, por exemplo, já diz que não irá contratar novos funcionários nos próximos meses, e colocou parte dos funcionários atuais em uma jornada reduzida.

A Volvo também fez várias demissões neste ano, com mais de 250 trabalhadores cortados desde março.

Para fontes ligadas ao setor, essa queda na demanda se explica por uma redução nas compras e renovações de frotas das transportadoras no continente, dizendo que todos os investimentos estão sendo adiados.

Com a entrada de novas regras de emissões nos próximos anos, com exigências ainda mais rígidas para os caminhões, os transportadores deverão voltar a comprar veículos antecipadamente, para não pagar o valor mais alto das novas tecnologias, mas essas compras antes da mudança do Euro 6 para o Euro 7 podem gerar um bolha no setor, e causar uma redução ainda mais significativa nos anos seguintes.

Publicado por
Rafael Brusque - Blog do Caminhoneiro

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