No semestre, venda de caminhões tem queda de 9,4%

Os primeiros seis meses de 2026 mantiveram as vendas de caminhões em baixa. De acordo com dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores – Fenabrave, foram registrados 48.030 caminhões nos seis primeiros meses desse ano, ante 53.009 do mesmo período de 2025, uma queda de 9,39%.
No mês de junho, as vendas fecharam em 9.419 unidades, ante 8.200 de maio, o que resultou em uma alta mensal de 14,87% no mês passado. Na comparação com junho de 2025, também houve alta. Naquele mês, as vendas ficaram em 8.299 unidades, número 13,5% menor que o registrado agora.
Move Brasil
A Fenabrave destaca que a nova etapa do Programa Move Brasil, iniciada em 29 de maio, fez o segmento obter uma recuperação importante em junho, mas as vendas ainda precisam subir para não ficar abaixo de 2025.
“O Move Brasil vem ajudando transportadoras e caminhoneiros autônomos a renovar suas frotas”, afirma Arcelio Junior, Presidente da Fenabrave.
Com o início da 2ª etapa do Move Brasil, operada pelo BNDES, o programa passou a oferecer R$ 21,2 bilhões para estimular a renovação da frota de caminhões, ônibus, microônibus e implementos rodoviários fabricados no País.
Em junho, o BNDES informou que já havia aprovado R$ 10 bilhões em financiamentos, com efetivação de R$ 3,1 bilhões em operações distribuídas por 1.373 municípios, significando 47,2% do total disponível.
“Do total dos recursos utilizados, 58% foram direcionados para a renovação de frota de caminhões pesados, 25% de semipesados, 12% de médios e 5% de caminhões leves. O avanço das aprovações mostra que boa demanda por renovação de frota. Com taxas reduzidas, carência e prazos estendidos, o programa pode contribuir para a retomada dos segmentos ligados ao transporte e à logística, mas seus efeitos nos emplacamentos tendem a aparecer de forma gradual”, comenta Arcelio Junior.
Do total de R$ 10 bilhões já aprovados/comprometidos, em apenas um mês de vigência, 84% foi destinado a caminhões e implementos rodoviários, e 16% para ônibus.
