Com menos tecnologia, caminhões antigos supervalorizam nos Estados Unidos

Um leilão recente de um lendário Peterbilt 379 2007, último ano de produção do modelo, mostrou que os transportadores dos Estados Unidos buscam menos tecnologia nos seus caminhões. O caminhão era quase novo, com apenas 20.817 milhas rodadas (33,5 mil km), e o preço de arremate foi de US$ 281.475 (R$ 1.515.630), mais de US$ 80 mil (R$ 430 mil) acima do preço de um modelo novo similar a esse (Peterbilt 589).
Para se chegar a esse valor, o caminhão não poderia ser qualquer um. Além de pouco rodado, se trata do modelo Legacy Edition de 2007, uma série de mil caminhões, que marcaram a despedida do modelo 379 do mercado, que foi substituído pelo 389, mas tecnológico.

O 379 era um caminhão considerado mais simples, com menos sensores e sem o sistema de tratamento de gases do escapamento, com uso de Arla 32 ou EGR.
Além disso, em todos esses anos, permaneceu guardado em uma garagem, e se manteve 100% original, com seu poderoso motor Caterpillar C15 de 625 cavalos de potência, com transmissão manual Eaton Fuller não sincronizada de 18 velocidades.
O pesado também recebeu, de fábrica, uma série de itens da cabine em aço inoxidável, como caixa das baterias, tanques de combustível, nas longarinas do chassi e placa da quinta-roda, além dos enormes filtros de ar.
O vencedor do leilão não foi divulgado, mas terá em casa um belo Peterbilt 379 totalmente original.


