Ford Cargo com sistema de Arla32 inoperante é autuado pela PRF

Imagem de Polícia Rodoviária Federal

Um caminhão Ford Cargo que trafegava pela BR-010, no município de Porto Franco, no Maranhão, foi flagrado pela Polícia Rodoviária Federal com o sistema de Arla32 inoperante.

Os agentes solicitaram a parada do caminhão para verificação, o notaram que a tampa do tanque do Arla 32 estava danificada, mas, no painel do veículo, não havia alerta de falha do Sistema SCR.

Os agentes realizaram um teste na ignição do caminhão, e foi observado que a Luz Indicadora de Mau Funcionamento (LIM) não estava funcionando. Se estivesse operando normalmente, ao ligar o veículo, a LIM acende por alguns instantes e depois apaga, comprovando a sua normalidade.

Por conta disso, foi realizada a retirada uma amostra de 50ml do tanque de Arla 32, a qual foi submetida ao teste com um reagente específico (reagente Negro de Eriocromo-T).

Durante a fiscalização, foi verificado que o ARLA 32 presente no veículo estava contaminado, conforme teste realizado, além de falha na luz indicadora de mau funcionamento do sistema. Essas irregularidades indicam que o sistema de controle de poluição do veículo estava ineficiente ou inoperante.

O caminhoneiro foi indiciado pela prática de crime ambiental, além de infração administrativa. O caso será comunicado ao órgão ambiental competente para as providências cabíveis.

De acordo com a legislação de trânsito, os veículos só podem circular quando estão em condições adequadas de segurança e dentro dos padrões de controle de emissão de poluentes. Cabe à Polícia Rodoviária Federal fiscalizar o funcionamento dos sistemas que reduzem a poluição emitida pelos veículos, especialmente os caminhões movidos a diesel.

Desde 2012, os veículos pesados utilizam o sistema SCR, que tem a função de reduzir a emissão de gases poluentes. Para que esse sistema funcione corretamente, é obrigatório o uso do ARLA 32, um líquido específico que ajuda a diminuir a liberação de óxidos de nitrogênio (NOx), gases prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.

A utilização de ARLA 32 adulterado compromete o funcionamento do sistema e pode aumentar significativamente a emissão de poluentes na atmosfera, caracterizando risco de dano ambiental.

Publicado por
Rafael Brusque - Blog do Caminhoneiro

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