Apesar de diferenças consideráveis nos modelos de caminhões disponíveis e na infraestrutura rodoviária de cada região, basicamente a profissão de caminhoneiro se trata da mesma realidade, com um profissional sentado atrás de um volante por longas horas durante o dia, fazendo entregas das mais variadas cargas para os mais variados destinos.
Essa rotina nem sempre é recompensada de acordo com o que o caminhoneiro deseja receber no final do mês, e as diferenças salariais ficam ainda mais evidentes quase se faz uma comparação rápida com o salário recebido por profissionais que atuam na mesma função, mas em outras regiões do mundo.
O caminhoneiro brasileiro que atua em viagens de longas distâncias, com quilometragem superior aos 500 quilômetros por viagem, enfrenta uma dura rotina de trabalho.
Além da distância percorrida e do longo tempo longe de casa, esse profissional ainda sobre com falta de estrutura para descanso e paradas nos postos e mesmo nos Pontos de Parada e Descanso homologados pelo governo, e também uma sensação grande de falta de segurança.
Na maioria dos casos, o motorista que é contratado de uma transportadora, recebe um salário base, que é complementado por comissões, premiações, bônus, e, dependendo da operação, adicionais por periculosidade e outros.
Com isso, a média salarial varia bastante. Geralmente, o salário inicial, registrado na Carteira de Trabalho, fica na casa dos R$ 3 mil por mês, e com os valores adicionais, pode chegar aos R$ 12 mil em operações de transporte de combustíveis, por exemplo.
Na média, um caminhoneiro recebe cerca de R$ 6 mil por mês em operações regulares de transporte, fazendo fretes de menor valor agregado.
Na Europa, o profissional da estrada tem uma vida considerada muito mais tranquila do que no Brasil. Dentro da União Europeia, que engloba 27 países de um total de 50 dentro do continente europeu, a infraestrutura rodoviária e pontos de descanso tem uma qualidade e segurança significativamente melhores do que no nosso país.
As estradas, na maioria dos trechos, são de alta qualidade, o que faz com que as viagens tenham uma velocidade média melhor, e a maioria dos caminhões usados tem menos de cinco anos de uso, já que modelos mais velhos pagam impostos mais altos para circular.
Na média, o caminhoneiro europeu fatura entre € 3.000 e € 5.000 (Euros), calculado com o salário base e diárias. Apesar disso, há pressão adicional pelo cumprimento das regras de descanso, e o salário pode ser menor em países do Leste Europeu, onde a mão de obra é mais barata.
Mesmo assim, o custo de vida na estrada é mais baixo, e o caminhoneiro acaba levando uma ótima parte do salário para casa. Isso tem atraído muitos estrangeiros para trabalharem nos países do velho continente, incluindo centenas de brasileiros, que tentam ganhar a vida imigrando para lá.
Considerado um dos países com melhor salário para caminhoneiros, os Estados Unidos oferecem médias salariais bem mais altas, pagas semanalmente, e com cálculo feito por produção. Ou seja, o caminhoneiro ganha mais se o caminhão rodar mais.
Além disso, a infraestrutura rodoviária é invejável, com estradas retas e largas, duplicadas, e, em muitos casos, com gigantescas áreas de descanso que oferecem uma infraestrutura completa para alimentação, banho e descanso.
A média salarial mensal nos EUA varia de US$ 5.500 a US$ 8.500 (Dólares americanos), mas pode ser superior a isso, já que o motorista fatura por milha rodada.
Em alguns casos, há ofertas de emprego que tem como destaque o salário semanal superior a US$ 2.500, o que daria cerca de US$ 10 mil por mês ou US$ 120 mil por ano, superando bastante os salários de outras regiões.
O difícil é conseguir a documentação para trabalhar por lá. A Europa ainda é o destino mais buscado porque a burocracia para motoristas estrangeiros é menor. Nos EUA, para trabalhar como motorista profissional de longas distâncias, o motorista precisa ter cidadania estadunidense, ou o Green Card, documento de permanência e trabalho dado em alguns casos para imigrantes.
Essa burocracia praticamente inviabiliza a ida de estrangeiros ao país, e hoje, com a repressão maior do Governo Trump, mesmo quem conseguiu obter a CDL e trabalhar lá corre risco de ser preso e deportado.
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