V8 Scania, amado e odiado, mas por quê?

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No ultimo texto escrito em minha coluna escrevi sobre alguns caminhões “renegados pelo mercado” e dentre esses caminhões citei toda a linha V8 da Scania e fui fortemente criticado. Então decidi escrever este texto contando um pouco da história do V8 da Scania NO BRASIL e comentando um pouco porque esses caminhões não tem uma aceitação muito boa no mercado brasileiro e também porque tem tantos devotos fiéis.

Lembrando que meus textos sempre são embasados em conhecimento pratico, literário, cultural entre outras pesquisas no meio em que vivo desde que nasci.

Em 1974 a Scania trouxe seu primeiro V8 para o Brasil, o Famoso LK 140. Provavelmente este caminhão, juntamente com o seu sucessor LK 141 (este trazido em 1978) foram os percursores da paixão V8 por alguns caminhoneiros do Brasil. E de maneira logica porque nesta época seus motores de 350cv (no 140) e 375cv (no 141) tinham a hegemonia de potencia muito, mas muito acima dos caminhões “6 em linha” do mercado como as MB 1519 (5 em linha), Volvo N10. Deixando-os com toda certeza para trás em qualquer top ou chapadão. Além do motor potente esses caminhões tinham uma cabine avançada, um dos primeiros conceitos do tipo no Brasil, com espaço, ergonomia e conforto jamais visto no mercado nacional até então. E vale lembrar que estamos falando de uma época em que não se comprava caminhão tão fácil como hoje, na época ter um caminhão era coisa de gente bem de vida, ter um V8 então nem se fala, seria a mesma coisa de se ter uma frota de 20 caminhões hoje. Com tudo isso o prestigio do V8 foi implantado no sangue de muitos que possuíram, pilotaram ou admiraram esses caminhões por onde passavam. Era um caminhão sem igual!

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Em 1981 com a chegada da série 2 a Scania também lançou motores V8 para tal linha, os 142 ao longo de sua história receberam “upgrades” que levavam sua potencia até 410cv, no ultimo modelo o HW fabricado até 1991. Porém nessa época o cenário nacional do transporte já não era tão “exclusivo” e os concorrentes já não eram tão “para trás” quanto a potencia do motor. Então os defeitos, que já existiam mas  que antes eram “camuflados” por todo aquele prestigio, foram sendo levados em conta. Por exemplo a facilidade com que estes caminhões esquentavam, porque esses motores eram desenvolvidos e muitas vezes importados da Europa, onde a temperatura media não passa dos 23°, ai vem para terra tupiniquim onde a media é 32°/33° com picos de até 40°, não há sistema de arrefecimento que de conta. Dai a piada onde os motoristas de V8 nunca comiam comida fria, era sempre quentinha do assoalho do caminhão.

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Em 1991 chega a série 3, e com ela o V8 também de 14 litros agora chamado de 143H com 450cv de potencia, ainda tinha a hegemonia de potencia do mercado, porem os concorrentes já não estavam tão distantes, tinha o MB 1941 e o NL12 410, ambos com a potencia de 410 cavalos com motores bem menores. Porém outros defeitos dos V8 foram ficando evidentes, nesta época o preço do óleo diesel foi ficando salgado, e a média começou a ser observada, com isso notou-se esta deficiência dos V8, que só obtinham um bom consumo se fossem trabalhados muito, mas muito no “sapatinho”, dai aquela vantagem de estar a frente sempre com um V8 já não era tão “vantagem” assim, pois para fazer media, tinha que andar com os outros. Outro problema que existia, desde os 142, era que esses caminhões eram montados na plataforma de um 112 ou 113, com mesmo cambio e diferencial projetados para esse caminhão, com 310, 320 ou 360cv e não 410 e 450 como eram submetidos nos V8, então sua durabilidade nunca ia ser igual a dos irmãos menos potentes, com isso ganharam fama de quebradores de cambio e diferencial.

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A Scania ficou em um “jejum” de V8 parando a produção do 143 em 1995 (justamente por insucesso do caminhão, que não acompanhou o 113) e só voltou a produzir um V8 no finalzinho de 2000, o 164 “rei da estrada” agora com um motor eletrônico de 16 litros que tinha 480 cavalos, uma potencia já bem a frente dos concorrentes que chegavam a no máximo à 420cv e com o problema de desproporção de trem de força sanado. Porém este caminhão pegou, além da fama ruim que os V8 tinham adquirido, um mercado de caminhões já com varias opções de modelos e muito mais exigente quanto a economia deixando-o um pouco de lado. O mesmo aconteceu quando a Scania lançou em 2007, de forma discreta, o R500 que era o V8 da linha P,G e R, porém já não era o mais potente do mercado, perdendo para o Volvo FH 520, que produzia esta potencia em um motor de 13 litros com 6 cilindros em linha.

R500 primeira geração
R500 primeira geração

Só em 2010 a Scania voltou a liderar o ranking de caminhão mais potente do mercado com o lançamento do R580, King Of The Road, que contou com uma propaganda considerável por tal feito. Nessa época o mercado de caminhões, mesmo tendo infinitas opções, estava muito aquecido, com isso vários frotistas e até mesmo autônomos realizaram o sonho de ter um V8 em sua frota. Por isso é bem comum ver R500 rodando por ai. A ultima “sacada V8” da marca foram os modelos Euro5 com 560 e 620cv, este ultimo muito acima da potencia de motores no Brasil, com a propaganda que estes motores são econômicos. Porém são caminhões, todos esses a partir de 2010, relativamente novos então os defeitos ainda não são evidentes.

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Por tudo isso e um pouco mais que não foi escrito, os V8 sofrem uma certa discriminação no mercado “geral” de caminhões, acumulando pó no pátio de estacionamentos ou tendo seu coração (motor) trocado por um “6 em linha” logo na primeira quebra. Por conta do seu consumo inconstante (quando não trabalhado da maneira correta) e o altíssimo custo de manutenção, justamente por ser um caminhão pouco comercializado, não é um caminhão fácil de se manter, possuir ou muito menos rentável nas exigências do cenário do transporte em que vivemos, onde economia é tudo.

Hoje quem possui V8 são autônomos que gostam e trabalham com os caminhões da maneira que tem de ser ou frotistas que por um motivo de satisfação pessoal compram um para ter o prestigio de ter um V8 na frota, e o entrega para seu melhor motorista como forma de recompensa porque sabe que este o trabalhará da maneira correta e não trará prejuízos a empresa.

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Gostaria de deixar bem claro que eu não sou um “anti V8”, inclusive o caminhão antigo que mais gosto é o LK140, com motor original e tudo mais porque na sua época ele era o caminhão a ser batido, era o caminhão sem igual para sua época. Eu só não sou um entusiasta fanático que vira a cara para todos os defeitos existentes nesses caminhões, que no cenário do transporte geral de hoje são economicamente inviáveis, pois temos caminhões com faixa de potencia muito semelhante (volvo 540 contra o V8 560 da Scania) mas que no preço de compra e custo de operação são bem diferentes (salvo o 620 que tem uma potencia muito acima da concorrência na categoria). Então quando se fala na faixa “normal” de potencia (tirando o 620) eu acho um caminhão totalmente normal, e com isso não vale a pena comprar um V8 para “se ganhar dinheiro” pois você estará assumindo o risco de ter prejuízos com manutenção, consumo (se não trabalhado direito) e principalmente com revenda. Agora se o caso for prestigio e admiração, nada melhor que um V8 de baixo do capo roncando na ponteira de escape para lhe proporcionar tudo isso e um pouco mais.

Obrigado!

Hélio David

 




34 comentários em “V8 Scania, amado e odiado, mas por quê?

  • 13/02/2019 em 19:46
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    Nossa tem muitos engenheiros aqui!!@

  • 13/02/2019 em 19:45
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    Pensei e comentar, como tem muitos engenheiros aqui é melhor eu só ler!

  • 26/05/2018 em 23:04
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    Você, pra mim é um paga pau da Scania.

  • 26/03/2018 em 17:14
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    Eu resumo tudo isso em uma frase: de maneira geral o motorista brasileiro nao tem cultura para andar corretamente, e nao só com o V8. Os grandes aventureiros que cruzam continentes pelo mundo ensinam que devemos usar em torno de 70% da nossa máquina, em velocidade cruzeiro. Assim eu faço ha 40 anos deste o tempo em que tinha o Chevrolet Perkins1963 e nunca fundi motor algum. Meu Scania 420 2006 está impecável. Ainda quero comprar um V8, é meu sonho e tenho convicção de que nao vou me arrepender. Lotario Wessling

  • 29/01/2018 em 16:55
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    me ajudem o que significa dc-ds-dsi nos motores scania

  • 22/10/2017 em 14:33
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    e vc não falou do 143 500cv que era muito lindo.

    • 06/12/2017 em 17:50
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      Cara o 143 com 500 cavalos era adaptação de 2 turbos compressores 1 para cada lado do motor V assim fazendo o motor de 450 fazer 500 . O motor original tinha apenas 1 turbo para os 8 cilindros . Então de fábrica não existiu o 143 500 .

  • 18/06/2017 em 16:43
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    Excelente texto! Sou amante dos modelos Scania desde criança, e divido esta paixão com meu irmão mais velho. Me lembro bem, no fim da década de 70 e início da década de 80, nas enumeras viagens de carro com meu pai, que tínhamos um jogo na estrada, se cara chata (L140/141), ponto pra mim, se bicudo (L110/111), ponto pra ele.Lembro de quando fazíamos nosso pai parar na Concessionária VENAC em Viana, ES, para admirarmos os caminhões novos. Também dos primeiros episódios de carga pesada, quando o caminhão do seriado era um Chevrolet amarelo, logo depois dando lugar a um L 141. Enfim, muita história e também algum conhecimento. Mas fechar os olhos pras evidências, de fato é fanatismo, e como trabalho e presto consultoria sobre caminhões não seria nada sensato. Apesar da paixão ser por modelos da Scania, admiro muitas outras marcas, e suas virtudes, e também como seus defeitos. Vemos muita opinião, mas nem sempre como conhecimento. Hoje até mesmo dentro de um Concessionária, não temos mais informações precisas. a maioria esmagadora de representantes da marca no país, já não é mais sinônimo de excelente em serviço, como era a décadas atrás. Triste cenário, passa hoje o mercado de caminhões, com muitas opções e tecnologia, porém com pessoas sem qualificação, pouco conhecimento, e muita falta de humildade, em saber responder; “NÃO SEi”, quando de fato não sabem, mas preferem chutar para parecerem dono da verdade. Escuto cada absurdo por aí, inclusive em revistas renomadas, na Rede Scania, e em blogs e site com status de enciclopédia. Muito triste, triste mesmo. Enfim! Só dividindo com vocês minha humilde opinião, e paixão por este grandes notáveis. ***SCANIA, MAIS QUE UM CAMINHÃO,UMA PAIXÃO, QUASE UMA RELIGIÃO***
    … Ricardo Gonçalves Rodrigues. Vitória, ES.

  • 06/06/2017 em 00:02
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    Auto balanceados ? kkk Ideal v12 ? Piada só pode, procure se informar, o motor com menor Índice de vibração e com maior estabilidade são os motores V10. Por acaso você ja realizou estudo acerca de vibraçoes? O que seria um motor que se auto-balanceia? Um motor que varia o centro de massa a cada momento? Sabe o que é centro de massa? Você sabia que a relação de espaçamento angular de um motor V8 é no mínimo 20% menor da que de um motor 6 cilindros? E por isso sua inercia rotacional é menor? Não preciso devolver meu diploma, mas você precisa arrumar um. Se gosta tanto de carros esportivos procura pela nova geração de motores ferrari. A ultima formula 1 com motor V12 foi de 1995, ta na hora de se atualizar.

  • 22/05/2017 em 17:25
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    Quem escreveu isto, com certeza JAMAIS trabalhou com um caminhão destes. Arrefecimento: O motor não esquentava, podia apertar a vontade, o que esquentava era a cabine do BICUDO, pois a turbina que era bem grande, ficava ao lado do pedal do acelerador. Portanto passava calor para o pé do piloto. A ma fama se deu em sua maior parte, pela quebra do eixo virabrequim em decorrência da falta de manutenção das buchas das bielas. Faziam a MEIA SOLA e só trocavam o bronzinamento, deixando de medir as eventuais folgas das bielas. Alias esse problema também ocorre no 6 cilindros. A reportagem não citou, mas o cambio de 10 marchas do 143 é diferente, as engrenagens são reforçadas. Quanto a média. Gasta igual ao 6 cilindros. E quanto a tocar com jeito. Bem meus amigos, todo caminhão tocado a facão não dura. Antes de somente ler e tirar informações furadas, fale com quem teve. Tive 06
    Abraço

    • 13/10/2017 em 09:41
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      bom dia colega , entao o 143 ano 94 dez marcha e´ um bom caminhao

  • 14/12/2016 em 03:54
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    eu vivi esta historia meu pai teve caminhoes mas era truck e meu amigo saulo filho de senhor idelbrando da paz tinha transportadora,ppois eles tinham 111s…..141lk……112hw…….e eu era rapaz novo ainda e admirava td aquilo e teve um dia que um dos motoristas deles ficou doente , e dai senhor idelbrando pediu para eu levar uma carga de eucalipto de mirandopolis para ribeirao preto, aquilo pra mim fui nas nuvens dirigindo um 111s…….mas enfim os tempos mudaram e hje infelismente caminhao só roda nas estradas por paixao mas ganhar dinheironinguem ganha mais não….infelismente um pais mal administrado. fico triste em ver senhores de familia sendo estorquido nas estradas por todos e por tudo que pais é esse gente …..abraços a todos irmaos das estradas

  • 13/11/2016 em 18:21
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    Bem explicado!!

  • 04/10/2016 em 13:01
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    Tenho um 42 ..to com problema na polia antivibratoria do virabrequim. .e não acho..falaram q tem uma serie q saiu sem a polia. .sera q se eu tirar da b.ó? alguem pod me sjudar .

  • 30/08/2016 em 19:36
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    Fisicamente falando, o motor v8 é indiscutivelmente melhor que os motores em linha, questão de dissipação de calor, amortização de vibrações, as maiores das curvas de torque, a menor inercia dos seus componentes, em geral, como engenheiro fica evidente a sua superioridade, porem, o problema está no fator projeto. Os caminhos v8 da scania, foram projetados para andar na europa (frio) e nao no brasil (país tropical ), logo os sistemas de arrefecimento são mal dimensionados, para tanto como já citado, o restante do trem de força geralmente é similar aos dos veículos de baixa potencia, logo é logico que sua vida útil é diminuída, e quanto ao consumo, o problema novamente recai no projeto, pois fazendo uma análise isolada, na mesma faixa de potencia os motores V8 são sim mais econômicos, para tanto cabe a montadora realizar o engajamento com o restante do trem de força.

    • 23/01/2017 em 17:08
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      Melhor devolver seu diploma de engenheiro, pois os 6 cilindros em linha são “autobalanceados” enquanto os 8V nada mais são que dois 4 cilindros em linhas juntos. Motores em V tende a ter mais torque. Assim o ideal seria um V12, como for por muito tempo usado na F1 e ainda é na maioria dos carros esportivos top de linha.

  • 04/11/2014 em 02:34
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    Por lógica, pra ter um V8, é preciso estudar primeiro a história do motor, porque até hoje os motores v8 esquentam muito quando trabalham demais.
    Hoje não compensa dar um motor desses, na mão de uma pessoa que não entenda como é dirigir um caminhão tão ‘frágil’. As pessoas pensam que um V8 é um motor pra puxar tudo, como os volvos tem essa fama, mas não é, Scania tem motores fortes pra torque, você sobe com muito peso e desenvolve bem, porém não pode se dar o direito de ter excessos, porque o motor pode suportar, com uma temperatura maior, assim comprometendo a turbina do caminhão que como todos sabem, trabalha em “V” Minha opinião.

    • 04/11/2014 em 11:45
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      O motor em V, seja de 6 ou 8 cilindros é melhor que o motor em linha ponto. Por motivos físicos, cambota e árvore de cames mais curta, possibilidade de refrigeração muito melhor não tenham dúvidas, arrefecer o quinto e sexto cilindro num 6 em linha não é assim tão fãcil sob cargas extremas e prolongadas. Então…porque então fazem 6 em linha aos montes? Simples, dinheiro para o bolso do fabricante, fabricar um 6 em linha é mais barato do que fabricar um V8. Por outro lado, o ecossistema brasileiro é diferente do daqui de portugal e restante da europa. O brasil teve séries 2 com mistura de série 3 em 91,cá a série 3 foi introduzida em 87/88 com potências diferentes. 142 410 cá nunca houve, no entanto é equivalente á 143 400 que tivemos cá. O motor V8 scania é um motor bem respeitado e digno de fiabilidade como sempre foi. Há V8’s a circular com 4 milhões de km no mesmo bloco. Com toda esta paranóia do consumo e médias, o V8 só se justifica com cargas pesadas e de longo curso para se obter uma média de cruzeiro elevada, onde um 6 cilindros,mesmo o da Volvo, tarde ou cedo vai arrear. V8 é para um propósito muito específico. Cá na europa o V10 da MAN de 18 litros biturbo 600cv foi um motor mais potente da europa em 97,nao foi muito bem visto para longo curso normal excepto frigoríficos,mas foi mt bem aceite em transportes especiais,sao motores que só estão bem a baixa rpm ás 900rpm já tem o torque máximo e o V8 tem ás 1000 e tem mais fulgor acima das 1500rpm onde o 6 cilindros não tem pulmão para continuar (e nem vale a pena porque é só estragar).

    • 26/01/2017 em 20:58
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      Esquenta por que o motorista judia do motor tenho um 142 hs e não passa dos 80 na serra a temperatura mas cuido se ele sobe em quinta eu coloco quarta e vamo q vamo amo meu V8 Paulinho V8 Colombo Paraná. Zap (41)9-97896992.

  • 02/08/2014 em 20:06
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    Boa noite HÉLIO,eu até concordo com você em alguns aspectos,mas eu acho que ha muitos profissionais que não recebem o treinamento adequado, para se trabalhar com equipamento.E outra com relação a economia,na minha opinião acho que esses veiculos são pra puxar bitrens ou rodotrens,ou seja para operações que exigem maior potencia.O que posso te afirmar que muitos empresários simplesmente adquirem veiculos com potencia inferior aos V8 e engantam em uma carreta 9 eixos para se arrastarem pelas estradas os famosos 30 metros,ai eu te pergunto sera viável colocar um 420 ou 440 para puxar cargas acima de 100t,ou seja o custo beneficio não será maior?

  • 25/07/2014 em 14:16
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    ando d scania 143 v8 a seis anos i em relasao a media nunca mi prejudico em nada u consumo..e um caminhao d dois cilindos a mais ..so ke gira menos ki os seis cilindros ki no final do dia si torna a mesmo coisa…so ki o v8 desenvolve bem mais rapido…

  • 22/07/2014 em 11:06
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    Má fama e barra para se dissolver, tenho dois amigos, um opera com um iveco 280 2009, mecânico, e outro com um 2544 Mercedes. o iveco faz 2,54, o 2544 automático faz 2,70.
    2544 opera entre Matupa MT para Epitácio SP
    IVECO 380 2009 MECÂNICO. Opera PARANA / SÃO PAULO

    SÃO DOIS CAMINHÕES QUE TEM A MÁ FAMA DE GASTADORES

    Portanto a questão média/consumo esta ligada diretamente a aquela ferramenta cega entre volanta e a poltrona .

    Obs. Mercedes 2544, operando com uma câmara fria 30 paletes, o iveco operando com silo de grãos todos LS na tonelagem permitida. Medição de consumo abastecimento/abastecimento.

    Inclusive o Mercedes, operando conforme instrutor do próprio fabricante, não fez a media estipulada ficou muito abaixo do modo operativo adquirido conforme experiencia operacional pessoal.

    É de grande importância que os operadores não fiquem amarrados a informações de sala de aula que é muito importante, mais que siga fazendo experiencias e descubra no dia a dia a melhor forma econômica de operar esta maquinas maravilhosas que cruzam o nosso país. DESCULPE PELA FERRAMENTA CEGA, FOI SÓ PARA DESCONTRAIR, SEM OFENSAS. Espero ter contribuído para questão de economia de combustível.

    NÃO SERIA O CASO DOS V8 ?

  • 23/05/2014 em 19:47
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    eu tive um v8 bicudo 1986so tive alegria o único proplema que tive aqui em santos foi com os mexilicanicos não sabe mexer com v8 um pior que o outro cheguei fazer uma aposta com meu compadre abastecemos em santos ele 113 96 em belo horizonte na 040 completamos os tangues e ele perdeu ele ficou no veneno eu se um dia voltar vou cair em outro v8 450 e minha paixão quando eu comprei um fiat 147 carro todos falavam comprou uma merda tenho so carro fiat ate hoje e ve a fama que ele tem hoje o v8 ainda terá fama
    mexelicanico e uma mestura de mecânico com mexilao

  • 21/05/2014 em 23:15
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    Esplendidamente bem colocado Wagner (novamente kkkk)
    Eu sou um Scaneiro assumido, mas acima de tudo tenho bom senso. Eu fiz o texto baseado nisso mesmo que voce falou, é só olhar nas rodovias o numero de V8 e de 6 em linha, quase nao se ve V8.
    Eu só acho que a Volvo ganhou mais nas vendas dos 440 e 520 muito mais por custo/beneficio e propostas quanto qualidade, porque esses caminhoes estão “amadurecendo” e a galera ta reclamando, apelidando até de trator, pq nao tem conforto.
    Agora que a Scania alavancou com o Euro 5, mas pq os preços estão competitivos, e antes a Scania tava meio “abusada” quanto a preço.
    E realmente, se ela nao investir mais nos 6 em linha, vai toma pernada!

    • 22/05/2014 em 16:28
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      Não é Wagner, é o colega dele, o Brunowagen! rsrsrsrs

  • 21/05/2014 em 14:25
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    Penso igual ao Hélio David, é preto no branco, só usar a ferramenta chamada Matemática e veremos se compensa um V8. O motor DS11 nos anos 80 recebeu muito mais upgrade do que o DS14 (V8), e o mercado foi aceitando mais o 6 cilindros, devido aos custos de transporte, e o DS14 foi ficando tímido nas vendas, até encerrar a produção em 1995, voltando apenas no fim de 2001 (corrige aí Hélio) na Fenatran, onde estava lá para ver o R164 Rei da Estrada. Este modelo vendeu em torno de 60 unidades, depois a Scania lançou o R164 em série normal, sem ser especial como o Rei da Estrada, e eu e muitos ficaram só na observação, para vermos quantos rodavam pelas rodovias, eu tenho lembrança de ver apenas 2 aqui no estado de São Paulo. Quando a Volvo lançou a linha Total Performance com suas 12.800 cilindradas, aí a casa caiu pra Scania, um FH gerando 520 hp, e logo se via aos montes pelas rodovias, só perdia em vendas para o irmão FH440, e o sucesso do FH540 continua, é só pararmos num ponto da rodovia e contarmos ou então puxarmos nos flogs da rapaziada, a quantidade de FH 520/540.
    O resultado impressiona, como o mercado recebeu bem esses FH’s, frotas que só compravam Scania, viraram a casaca, é só observar, ler que veremos novidades.
    O V8 na Europa tem mais prestígio, aqui é Brasil, a Scania deveria trabalhar mais neste motor DC13 (12.700 cc), disponibilizar mais potência, para brigar com o FH540 e Stralis 560, que também resolveu passar dos 500. Ela poderia deixar o V8 só por encomenda e focar o DC13 para cima dos 500 também. A Mercedes resolveu apostar em V8 com o Actros 2655, nisso a Scania ganhou uma parceira para insistir no V8.
    E anotem aí, se a Volvo estudar o campo e introduzir o D16 aqui no Brasil, aí o cachimbo vai cair, pois o FH16 750 8×4 está aqui no país mudando a cabeça de muitos profissionais em geral do setor, fazendo um maketing muito bem feito e nem precisa de 750 hp, com 620 aproximadamente, a concorrência vai tomar outra pernada e terá de correr muito atrás, a Volvo aprendeu muito com o tempo, sabe lançar produtos.
    Voltando na categoria de 6 cilindros, é um motor que vibra muito menos que um V8, é mais bruto, se encaixa melhor à variedade de motoristas, os resultados estão aí, as rodovias cheias e quem entende do assunto dá depoimentos aqui nos comentários, no Youtube, etc.
    Vou utilizar a fala do meu brother Wagner Araújo: ” O problema não é a Scania, mas sim os scaneiros que não querem enxergar a concorrência.”

  • 20/05/2014 em 23:25
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    Por incrível que pareça ontem troquei uma prosa com um dos nossos em Sorocaba-SP. O colega trabalha no “cebolão” puxando cimento com um 142HS 6×2 [não me lembro o ano], branco, caminhão bonito.

    Ele comentava que seus colegas de 113h gastavam +/- 100 litros de diesel para ir até São Paulo e voltar à Sorocaba, enquanto ele gastava +/- 130 litros; se andasse bem no sapatinho [se arrastando como ele disse], chegava a gastar 120 litros de diesel. Resumindo, 30 litros a mais por dia.

    Isso mensalmente são [20 dias trabalhando] 600 litros a mais, equivalente a R$1.680,00 a menos no seu bolso no final do mês.

    Se pensarmos numa prestação de caminhão, compensaria ele ter financiado outro caminhão e pagar R$1.500,00 a mais de prestação. Teria um caminhão bom de comércio, por exemplo um 113h, trabalharia mais despreocupado pois não ficaria temeroso por quebras.

    Sempre quis ter um 143H topline. Mas foi por estes motivos já conhecidos que desisti de comprá-lo. Quem sabe no futuro próximo eu compre algum só para desfilar com o brutão, pois trabalhar com um desses enfrentando pedágios, valor de fretes, agenciadores de cargas e valor de diesel, torná-se inviável para um simples mortal.

    • 21/05/2014 em 23:15
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      Muito Bem colocado Alessandro!

      Obriagdo pela leitura e comentario!

  • 20/05/2014 em 22:50
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    Materia muito boa, interessante e muito bem explanada, tenho mais curiosidades sobre caminhoes, principalmente escania, uma delas é pq no brasil nao se comercializa a scania com o a cabine top igual aos europeus, aquela bem mais alta que a streamline. parabens pela materia.

    • 21/05/2014 em 23:16
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      Obrigado pela leitura e sugestão!
      Mas ja adiantando alguma coisa, eu ja fiz essa pergunta pra um cara de dentro da Scania, ele disse q é pq o Highline ja “ta bom”.

      Obrigado!

    • 27/05/2014 em 14:35
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      Já conversei com vendedores da Scania e até mandei um e-mail para a fabricante sobre esse assunto da cabine TopLine no Brasil, a resposta foi sempre a mesma, no Brasil já temos as cabinbes R-HighLine que em alguns modelos dão excesso de peso no eixo dianteiro, principalmente com o motor V8, e se colocasse uma TopLine que é muito mais pesada daria muito mais excesso de peso… E se não me engano ela passa do limite de altura permitido no Brasil e no Mercosul.

      • 17/06/2017 em 16:14
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        to vendo uma lk 141 com motor da 142 com cooler e tudo muito top.. toda perfeita rodas de aluminio e tudo mais e barrata ! de mais !!! ela esta puxando bau 3 eixo ! mas vou colocar carretinha 2 eixo zera pra ela puxar e so` vai andar com peso de balanca que vai dar +_ 24ton. ela e` dez marcha cx. diferencial 113 ! gostei muito da lk mas antes de panhala gostaria de uns opnioes da rapaziada dos comentarios , eu to preuculpado com consumo ! manutencao nem tanto pq pca de v8 pelo q vie so e` cara na scania tem muito motor v8 e pecas vendendo na internet com preco bom ! uns fala que e` beberao outros diz que devido a dinamica e auto potencia em torques baixos ele tem que ser mais economico do que um de linha nas mesmas porcoes !

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