COLUNA MOBILIDADE EM FOCO – PONTOS CEGOS, TODO CUIDADO É POUCO

por Blog do Caminhoneiro

ponto cegoUm assunto que volta e meia provoca acidentes de trânsito, congestionamentos, vítimas, danos materiais e muitos incômodos é o ponto cego. Algumas vezes de pequena monta e em outros até com acidentes fatais. As motocicletas são um dos veículos automotores que mais se envolvem em acidentes dessa natureza, trazendo grande transtorno ao piloto da mesma, não tanto quanto aos prejuízos materiais, mas sim no tocante aos danos físicos do ocupante da moto. Segundo especialistas, são quatro os pontos cegos. Que podem ser ampliados se a regulagem do espelho retrovisor não estiver correta.

Alguns motoristas priorizam a regulagem do retrovisor para ter foco na parte traseira do veículo, quando o correto seria regular com foco na parte final da parte traseira e assim abranger uma área maior, fazendo com que o campo de visão seja ampliado mais pra fora, um pouco mais longe do seu veículo. Quanto aos pontos cegos traseiros a visualização do carro de trás depende mais dele do que do condutor do veículo. E isso se deve pelo fato de que mesmo que os espelhos retrovisores estejam regulados de maneira correta, o motorista fica impossibilitado de ver no todo o carro de trás.

Quem está ao volante e com o carro em movimento deve procurar enxergar bem e procurar ser visto pelos demais motoristas. Os espelhos retrovisores são catalogados como equipamentos de segurança indispensáveis e o seu uso correto ajuda a evitar acidentes. Os acidentes por causa de pontos cegos ocorrem quando carros, motocicletas, pedestres ou bicicletas passam a querer ocupar a mesma trajetória do carro a frente, mas fora do alcance de visão do veículo posicionado na preferencial. E o curioso é que, por mais regulado que esteja o espelho retrovisor, sempre vai existir o ponto cego.

Os motociclistas são, praticamente, os campeões em acidentes desse tipo, pois costumam trafegar pelo corredor formado entre os veículos que estão em pistas de rodagem diferentes, lado a lado. As motocicletas, ao circularem entre essas faixas de rolagem, e entre os veículos, ficam em alguns momentos no ponto cego do espelho retrovisor. É aí que muitas vezes ocorre o abalroamento. Quando se trata de caminhões e ônibus, pior ainda. Por serem maiores, mais graves costumam serem os acidentes. O que se recomenda é que o condutor dirija atento, que sinalize, utilizando a seta de direção, quando tiver a intenção de trocar de faixa de rolamento.

E que antes de trocar de faixa olhe no espelho retrovisor com a devida atenção para ver se não vai impedir a passagem de um veículo que vem atrás com a mesma intenção, além de também visualizar o que acontece a sua frente, para se certificar que é possível fazer a manobra almejada. Outro detalhe, em automóveis, é que se deve evitar deixar objetos que possam atrapalhar a visão na parte de trás do veículo. Adesivos de proporção exagerada também podem colaborar para reduzir a visão. Até o encosto da cabeça dos bancos traseiros colaboram na diminuição do campo de visão do que ocorre atrás na pista de rolagem.

Especialistas ainda recomendam que, no caso dos automóveis, a regulagem dos espelhos retrovisores seja feita em ângulos abertos, pois a visão traseira do seu próprio carro melhora. E que a traseira não apareça no reflexo. No caso das motocicletas não se deve trocar os espelhos por modelos esportivos, com tamanhos menores, pois isso diminui a visão do que ocorre atrás. Feito isso, adicionando-se o respeito as leis de trânsito, tendo cautela, prudência e dirigindo de maneira defensiva e não ofensiva, agressiva, a possibilidade de acidente diminui consideravelmente.

Uma das maiores causas de acidentes por causa de pontos cegos são os espaços em curvas para a direita. O que tem de gente que já ficou espremido nessa situação não foram poucos. O que ocorre é que os motoristas de caminhões e ônibus precisam abrir para a esquerda antes de iniciarem a convergência para a direita, ou seja, eles não podem entrar de maneira fechada, tem de entrarem mais abertos devido ao comprimento maior do caminhão ou ônibus. Se entrasse igual a um automóvel os pneus traseiros e a parte do meio para trás da carroceria subiria no meio fio ou na calçada.

E se nesse espaço de tempo da manobra do caminhão ou ônibus um automóvel entrar no espaço criado, que é um falso espaço que já será fechado, ocorre o abalroamento lateral. E o motorista do caminhão ou ônibus não consegue ver o automóvel ou motocicleta pelo espelho retrovisor devido ao ponto cego. Por isso, por mais pressa que se tenha, condutores de automóveis e motocicletas, ao perceberem um veículo automotor de grande porte a sua frente abrindo, iniciando manobra para a esquerda, ao mesmo tempo em que dá seta de direção para a direita, espere esse veículo completar a manobra, não tente iniciar movimento de ultrapassagem pelo espaço criado, que é falso e logo será fechado.

Parece que isso não se prioriza muito em se ensinar nas auto-escolas. Os condutores de automóveis e motocicletas, muitas vezes, não conhecem, não sabem do tamanho do ponto cego de caminhões e ônibus. E por não saberem disso não esperam a conversão a direita ou a esquerda de um veículo de grande porte, se infiltrando no espaço lateral criado por necessidade de manobra do veículo a frente, mas espaço esse que segundos depois será fechado. É necessário não tentar se aproveitar desse espaço. Espere o caminhão ou ônibus completar a conversão. Não se arrisque a danos materiais de pequeno ou grande porte. Não se arrisque a lesões corporais ou até a morte. Fica aqui a dica por um trânsito saudável, sem estresse e mais seguro.

Texto/matéria: Carlos Alberto Ribeiro.
https://www.facebook.com/MobilidadeEmFocoAquiODebateETecnico

Fotomontagem: Fanpage no Facebook “Convexo Original, Segurança Automotiva”.

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