Restrição de caminhões pela cidade está longe de ser efetivamente benéfica

Para o especialista, a lei de restrições trouxe uma nova expectativa na mobilidade nas grandes cidades, afinal, todos os cidadãos precisaram se adaptar a tais mudanças e repensar a forma de locomover-se. “É uma tendência mundial, que merece ser aprofundada e flexibilizada, pois o efeito prático da norma pode ser absolutamente o inverso, afinal haverá mais veículos, os
VUC´s, circulando para transportar mercadorias que caberiam em um único caminhão maior. Propostas de benefícios fiscais para as empresas que entregam e recebem mercadorias fora de horários comerciais, aliadas com obras estruturais (vias mais seguras), poderiam incentivar as empresas de transportes e reduzir o valor do frete”, diz.
Com opções como baús refrigerados e carrocerias customizadas, hoje, o mercado brasileiro de furgões grandes, especialmente os com Peso Bruto Total (BTP) abaixo de 3,5 toneladas, emplaca cerca de mil veículos por mês, que passam por algum tipo de transformação ou implementação, tendo como destaque os veículos na configuração VUC, que necessitam de equipamentos específicos para as coletas e entregas nos centros urbanos.
Para atender a esta demanda, empresas têm se especializado neste sentido, mas o recuo da economia é uma preocupação.
