Tabelamento mínimo de frete gera divergências entre caminhoneiros e produtores

O projeto de lei 528/15, que estabelece a Política de Preços Mínimos de Fretes, pauta pedida à exaustão por caminhoneiros em greves e reuniões com o governo já foi aprovada na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, e deve seguir para votação na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, para depois ir para votação em plenário.

Porém entidades representativas de produtores, embarcadores e empresas de logística vão enviar uma carta ao Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, para que ele dê parecer contrário ao projeto.

De acordo com essa carta, o valor do frete deve ser definido pelas práticas normais do mercado, sem interferência do governo. Se tem muito caminhão e pouco frete, o valor cai. Se tiver pouco caminhão e muito frete, o valor deve subir. Ainda de acordo com o documento, apenas uma tabela de referência seria suficiente.

Para os caminhoneiros a realidade é outra. O valor do frete está defasado em cerca de 30%, enquanto o valor dos insumos, como diesel e pneus, não param de subir. Os deputados favoráveis ao projeto entendem que os valores de frete praticados hoje são predatórios, e a defasagem dos valores leva, entre outros pontos, ao sucateamento da frota, aumento de acidentes, demissões, e falência de empresas.

Como ainda não há data para votação e possível aprovação do projeto de lei do tabelamento de fretes, caso ele venha a ser aprovado, deve passar a valer apenas para a próxima safra.

Publicado por
Rafael Brusque - Blog do Caminhoneiro

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