Ontem, 31 de maio, após a liberação da entrada do Porto de Santos, o governo federal considerou a greve nacional de caminhoneiros definitivamente encerrada. A mobilização começou dia 21 de maio e se estendeu por 11 dias, continuando mesmo após um acordo ter sido assinado pelo governo e representantes do governo, no último dia 27 de maio.
Descontentes com o acordo, milhares de caminhoneiros persistiram nos protestos até o dia 31 de maio. Com uso da PRF, Exército e Justiça, os últimos pontos de manifestação foram liberados. Mas, como muitos caminhoneiros ansiavam, os protestos devem ser retomados na próxima semana, em Brasília-DF.
Em diversos vídeos publicados nas redes sociais, já é possível ver certa aglomeração de caminhões no Estádio Mané Garrincha, na capital federal. Usando as redes sociais e aplicativos de mensagens, os líderes desse movimento pedem que os caminhoneiros se dirijam até a região, para, na próxima segunda-feira, iniciarem protestos para tentar conseguir uma reunião com o governo federal.
Pelas redes sociais o apoio é imenso. É possível ver que essas postagens recebem milhares de visualizações e comentários, dizendo que “a luta não pode parar”. Esse apoio se deve pelo fato do acordo de redução do diesel com o governo não contemplar outros combustíveis, e também por esse subsídio ser pago pelo governo, onerando outras áreas, como saúde e educação.
Durante as paralisações na última semana, os caminhoneiros se mobilizaram em grande número, e a grande maioria não se sentiu representada pelos sindicatos que organizaram a paralisação. Apenas 1% dos caminhoneiros, consultados em pesquisa do Truckpad, disseram ter sido convocados por sindicatos, e 45% disseram que interagiram por telefone com o movimento.
O movimento, comandado por Wallace Landim, conhecido como Chorão, pedem uma redução maior dos valores dos combustíveis, por decreto, e não por medida provisória, além disso por um tempo maior, e não apenas até o final de ano.
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