Sondagem indica otimismo do setor de transporte e logística com o governo Bolsonaro




O setor de transportes está otimista em relação à economia brasileira e ao desempenho dos negócios em 2019. Pelo menos é isso o que indica a 10ª edição da Sondagem Expectativas Econômicas do Transportador 2018, realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). Das 776 empresas de diferentes modais entrevistadas entre 31 de outubro e 28 de novembro do ano passado, 74,2% se mostraram confiantes na capacidade do novo governo em promover as mudanças estruturais necessárias para uma retomada mais consistente do crescimento econômico.

O segmento mais otimista, segundo o levantamento, é o ferroviário de cargas: 83,3% acreditam que o ano será melhor. De acordo com o presidente da CNT, Clésio Andrade, as mudanças propostas pelo novo governo serão positivas para o setor de transportes e para a economia do Brasil. “Os empresários do setor querem ampliar suas frotas e aumentar o ritmo das atividades. A proposta de um mercado mais aberto, aliada à intensificação do programa de concessões e à continuidade de reformas estruturantes, poderá munir o país das condições necessárias para a melhoria da infraestrutura de transporte”, mencionou.

Entre os transportadores ouvidos pela CNT, apenas 2,8% acreditam que o Brasil estará em situação pior em 2019 em comparação aos dois últimos anos. Já 68,7% dos entrevistados projetam aumento da receita bruta em 2019 e 68,3% esperam reduzir a ociosidade em suas empresas nos próximos meses. A perspectiva de recuperação do dinamismo econômico justifica o fato de que 53% pretendem aumentar a contratação formal de empregados e 54,8% planejam expandir a frota.

Parte deste otimismo do segmento de logística e transportes está baseada nas propostas do novo governo. Em suas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro escreveu, durante a campanha, que ao “desburocratizar, simplificar e pensar de forma estratégica, o setor pode deixar de ser um gargalo para se transformar em solução”.

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Uma das iniciativas, defendeu o presidente, seria “melhorar a eficiência portuária e reduzir custos, além de atrair mais investimentos para atender a demanda crescente no país”. A integração da malha rodoviária com as ferrovias é outro ponto defendido pelo presidente Jair Bolsonaro.

A medida, esperam os empresários, traria eficiência no transporte de mercadorias. A melhoria no setor de transportes, escreveu o presidente em seu twitter, vai além das estruturas portuárias e deve ter integração com uma vasta malha ferroviária e rodoviária ligando as principais regiões, assim como é feito em outros países.

Atualmente, o Brasil conta com cerca de 30 mil quilômetros de vias ferroviárias, responsáveis pela distribuição de um quarto da carga transportada no país, com projeções de aumentar a participação para 32% até 2020. Já o modal rodoviário conta com 1,720 milhão de quilômetros de estradas e rodovias, por onde passam mais de 60% das cargas. Os recursos para dotar o Brasil com as condições necessárias para a prestação eficiente do serviço de transportes, segundo estimativa da CNT, soma R$ 1,7 trilhão.

Segurança nos transportes

A Sondagem Expectativas Econômicas do Transportador 2018, realizada pela CNT, revelou ainda que 77,7% dos entrevistados afirmaram que o ambiente de negócios para as empresas, a partir deste ano, estará mais favorável. Além disso, a expectativa é que o quesito segurança nas operações também melhore. O tema foi o terceiro mais citado pelas empresas na lista de itens que merecem prioridade.

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Entre os transportadores rodoviários de cargas (segmento duramente afetado pelo aumento nos índices de criminalidade nas estradas nos últimos anos), 61,4% acreditam que as taxas de roubo de mercadorias no país devem começar a cair em 2019 e mais da metade das empresas do transporte aquaviário também creem nessa redução.

A Sondagem da CNT revelou ainda que 89,9% das empresas do segmento rodoviário de cargas já utilizam algum mecanismo para evitar o roubo de mercadorias, incluindo o rastreamento de veículos via satélite (70% dos entrevistados), monitoramento de cargas (36,4%) e sistemas de gerenciamento de riscos (23,1%).

Especialista em soluções de gestão logística e gerenciamento de risco, a Opentech vem ajudando empresas do setor logístico e de transportes a melhorar a eficiência em suas atividades. Para isso, explica o diretor Diego Gonçalves, a empresa investe 15% de seu faturamento em pesquisa e no desenvolvimento de novos produtos e soluções.

“Com alta tecnologia, experiência de quase duas décadas e ações de prevenção a sinistros, ajudamos nossos clientes a reduzir a sinistralidade das operações. Graças à inteligência aplicada em campo pela nossa equipe e à análise preditiva do nosso software de rastreamento e monitoramento, somos capazes de perceber se uma carga está sujeita a roubo e conseguimos agir em questão de minutos”, diz Diego. Atualmente, a Opentech gerencia cerca de 300 mil viagens por mês.




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