ABIOVE publica posicionamento sobre nota da Anfavea referente ao aumento do biodiesel no diesel

por Blog do Caminhoneiro

Na última semana, a Anfavea emitiu uma nota para o Ministério de Minas e Energia desaconselhando o aumento da mistura do biodiesel no diesel. De acordo com testes realizados pelas principais montadoras de caminhões do país, o aumento do biodiesel pode causar problemas nos veículos e aumentar a emissão de poluentes.

As novas regras prevem um aumento de 10% para 15% no teor de biodiesel no diesel, até 2023, aumentando um ponto percentual por ano.

De acordo com a Anfavea, com o aumento, os veículos poderão apresentar danos ambientais, aumento do custo operacional para o transportador e impactos para a segurança do veículo. Principalmente para a frota em circulação, que não está adaptada para o novo teor de biodiesel.

Ontem, a ABIOVE (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais) e a APROBIO (Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil), emitiram uma nota a respeito do assunto, destacando que, com a medida, o Brasil está no caminho certo para redução das emissões, e também está alinhado com a estratégia de diversos países do mundo, que utilizam misturas superiores ao aplicado hoje no Brasil.

Confira a íntegra da nota:

A ABIOVE (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais) e a APROBIO (Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil) reforçam que o sucesso operacional do aumento da proporção de biodiesel no diesel comercial de 8% para 10%, em vigor desde março de 2018, mostra que o Brasil está no caminho certo para garantir o fornecimento de combustível necessário para atender à demanda nacional, já que o País não tem produção suficiente ou capacidade de importação.

Não só o biodiesel vem garantindo segurança de fornecimento, como também menores custos aos consumidores de ciclo diesel, com redução de preços no longo prazo.

A decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que prevê o aumento de 10% para 15% do volume de biodiesel em etapas, está alinhada com a estratégia de diversos países do mundo, que utilizam misturas superiores ao aplicado hoje no Brasil.

Trata-se de países que estão trabalhando estrategicamente para ampliar o uso de um biocombustível que emite 70% menos gases de efeito estufa que o diesel de origem fóssil, reduzindo a emissão de material particulado, monóxido de carbono e hidrocarbonetos.

No Brasil, a produção de biodiesel também é um importante pilar do agronegócio, agregando valor às cadeias produtivas das oleaginosas e de proteína animal.

O aumento da adição de biodiesel, é importante lembrar, será gradativo. Em junho deste ano será autorizado a elevação dos atuais 10% para 11% e, somente em 2023, atingirá 15%.

Esse cronograma foi definido em um amplo processo de diálogo entre os diversos setores e agentes econômicos envolvidos, sob coordenação do Ministério de Minas e Energia e do CNPE. É um trabalho conduzido com ética, seriedade, transparência, amparo técnico e compromisso de construção de soluções em benefício do Brasil, dentro dos prazos estipulados pela legislação.

Nesse sentido, até a adoção efetiva do B15 (mistura de 15%) há tempo suficiente e fóruns adequados para discussão e implementação de eventuais ajustes que venham a ser necessários, sempre pautados pela garantia de segurança ao usuário. Esse processo conta com a total colaboração dos produtores de biodiesel, os quais forneceram volumes de biodiesel de acordo com as demandas das fabricantes de veículos e autopeças para realização dos testes que foram por eles propostos, no âmbito do grupo de trabalho que conta com participação de todos os agentes e setores produtivos envolvidos.

Esclarecemos que os estudos realizados até o momento com B15 mostram que a maioria das fabricantes não registrou qualquer problema real no funcionamento dos veículos. Foram observadas questões pontuais em alguns testes, restritos a poucas empresas.

A ABIOVE e a APROBIO continuarão defendendo o aperfeiçoamento contínuo das especificações que confiram à mistura robustez, alta qualidade e adequação às demandas da sociedade brasileira. Nesse sentido, se a inclusão imediata do valor de 20 horas para a estabilidade à oxidação do diesel comercial (parâmetro hoje não constante da especificação), já mesmo antes da introdução de teores maiores, for identificado como solução, apoiarão, como nunca se opuseram a discutir quaisquer outros aspectos relevantes para as empresas do setor automobilístico e para a sociedade.

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