Tempo de espera tira quase 20% do faturamento de empresas nos EUA

Dados analisados pela Truckload Carriers Association (TCA) nos Estados Unidos, dizem que as empresas e caminhoneiros autônomos poderiam faturar até 20% mais se os tempos de espera para carga e descarga fossem reduzidos.

Os números são baseados em uma série de estudos, que mostram que os caminhoneiros dos Estados Unidos dirigem cerca de 90 mil milhas por ano (144 mil quilômetros), e que o tempo de direção diária é de 6,5 horas. Se o tempo de espera nas empresas embarcadoras fosse menor, e o caminhoneiro pudesse rodar mais 1,5 hora por dia, totalizando 8 horas ao volante, o número de milhas rodadas por ano subiria para mais de 110 mil (175 mil km).

Além disso, reduzir o tempo de espera significa reduzir o estresse do caminhoneiro, com a pressão para entregar os fretes, reduzindo também o número de acidentes.

Para tentar sanar o problema, a Uber Freights, que utiliza inteligência artificial para gerenciar cargas em todo o país, acaba de iniciar um programa piloto de avaliações dos embarcadores. Um dos critérios para as avaliações é o tempo de espera, assim como instalações como banheiros, restaurantes e etc.

Nos primeiros testes, o aplicativo já recebeu mais de 10 mil avaliações de caminhoneiros, que ajudam outros motoristas a decidir se compensa pegar cargas com essas empresas. Isso também faz com que as empresas resolvam essas questões.

Como os caminhoneiros recebem bonificações por milhas rodadas, na casa dos US$ 0,80 por milha, o prejuízo anual estimado para o transporte nos Estados Unidos chega a US$ 1,3 bilhão.

No Brasil não é diferente. Não é incomum casos de motoristas que ficam mais de um dia em filas de espera para carregar e descarregar seus caminhões. Essa falta de programação dos embarcadores e recebedores das cargas custam ao país milhões de reais em prejuízos todos os anos.

Publicado por
Rafael Brusque - Blog do Caminhoneiro

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