Os números são baseados em uma série de estudos, que mostram que os caminhoneiros dos Estados Unidos dirigem cerca de 90 mil milhas por ano (144 mil quilômetros), e que o tempo de direção diária é de 6,5 horas. Se o tempo de espera nas empresas embarcadoras fosse menor, e o caminhoneiro pudesse rodar mais 1,5 hora por dia, totalizando 8 horas ao volante, o número de milhas rodadas por ano subiria para mais de 110 mil (175 mil km).
Além disso, reduzir o tempo de espera significa reduzir o estresse do caminhoneiro, com a pressão para entregar os fretes, reduzindo também o número de acidentes.
Para tentar sanar o problema, a Uber Freights, que utiliza inteligência artificial para gerenciar cargas em todo o país, acaba de iniciar um programa piloto de avaliações dos embarcadores. Um dos critérios para as avaliações é o tempo de espera, assim como instalações como banheiros, restaurantes e etc.
Nos primeiros testes, o aplicativo já recebeu mais de 10 mil avaliações de caminhoneiros, que ajudam outros motoristas a decidir se compensa pegar cargas com essas empresas. Isso também faz com que as empresas resolvam essas questões.
Como os caminhoneiros recebem bonificações por milhas rodadas, na casa dos US$ 0,80 por milha, o prejuízo anual estimado para o transporte nos Estados Unidos chega a US$ 1,3 bilhão.
No Brasil não é diferente. Não é incomum casos de motoristas que ficam mais de um dia em filas de espera para carregar e descarregar seus caminhões. Essa falta de programação dos embarcadores e recebedores das cargas custam ao país milhões de reais em prejuízos todos os anos.
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