O estudo ainda afirma que entre os caminhoneiros que dirigem menos diariamente, cerca de 13 horas de jornada diária, o índice de uso de drogas caí para 12,9%.
De acordo com o Procurador do Trabalho, Paulo Douglas Almeida de Moraes, esses números servem de alerta para a intenção do Governo Federal de retirar a obrigatoriedade do Exame Toxicológico para os motoristas profissionais, com CNH C, D ou E.
O Procurador ainda informa que o MPT-MS vem acompanhando o transporte rodoviário de cargas há dois anos, e também o nível do uso de drogas após a lei 13.103/2015 entrar em vigor.
Essa lei prevê que os motoristas profissionais sem submetidos a exames que detectam a presença de drogas no organismo nos últimos 90 dias. Esses exames são realizados mediante a coleta de cabelo, pelo ou unhas com o objetivo de detectar o consumo dessas substâncias psicoativas que comprometam a capacidade de direção.
De acordo com dados do MPT, antes do exame toxicológico entrar em vigor, em 2015, aconteceram no Brasil 41.862 acidentes envolvendo caminhões e ônibus. Dois anos depois, em 2017, foram 27.032 acidentes envolvendo esse tipo de veículos.
Se a obrigatoriedade do exame for mesmo derrubada após o projeto apresentado pelo Presidente da República Jair Messias Bolsonaro for mesmo aprovado na Câmara dos Deputados e Senado e sancionada pelo presidente, o MPT-MS vai entrar com uma ação questionando a constitucionalidade da lei. Com informações de Campo Grande News.
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