Apesar disso, outros milhões lutaram com tudo o que tinham para evitar ou atrasar o máximo possível a expansão alemã durante os anos da guerra. Foi o caso da Citroën, que, com uma sabotagem sutil, prejudicou muito os alemães.
A Citroën é francesa, e produzia carros e caminhões. Quando a França foi invadida pelas tropas de Hitler, em maio de 1940, a empresa foi obrigada a fornecer caminhões para o exército alemão.
A Citroën passou a produzir o caminhão T45 exclusivamente para as tropas do Wehrmacht, que seriam usados para transporte de tropas e de suprimentos.
O presidente da montadora na época, Pierre-Jules Boulanger, sabia que a ordem nazista não podia ser negada. Então, a ordem para os funcionários foi para que eles trabalhassem de forma lenta, sem pressão, para produzir o mínimo de unidades possíveis.
Além disso, para sabotar de vez o avanço alemão, Boulanger pediu que a vareta de óleo, responsável pela verificação do nível de óleo do motor, fosse feita com alguns centímetros a mais do que o projeto original.
Isso fazia com que os alemães usassem os caminhões com menos óleo lubrificante no motor do que o especificado, causando quebras nos motores.
Apesar da sabotagem feita pela Citroën, os alemães nunca souberam do problema, e achavam que os caminhões é que eram ruins.
O exército alemão recebeu, na época, mais de 15 mil unidades do caminhão T45 com a vareta de óleo sabotada.
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