Pneus recapados, recauchutados e remoldados: você sabe a diferença?

Recapar, recauchutar ou remoldar? Essas são as três alternativas de conserto de pneu mais conhecidas do mercado. Por isso, no momento de trocar essa estrutura tão importante no veículo, é indicado que o consumidor tenha uma atenção redobrada e saiba analisar fatores que vão muito além do preço.

Estamos falando de formas efetivas de reutilizar os pneus gastos e que servem como alternativas para continuar rodando com o veículo. Por isso, evita, muitas vezes, de ter que comprar novos. Cada um desses tipos de conserto utilizam técnicas diferentes e todas podem ser seguras, se cumpridas as normas estabelecidas.

Para o coordenador de vendas de pneus da Savana Curitiba Wescley Machado, todo o processo de escolha de um pneu deve ser criterioso e exige que seja levantado umas série de questionamentos, quanto à performance e ao desempenho. Segundo ele, o consumidor precisa, nesse momento, ponderar os locais que irá rodar, bem como o trajeto que percorrerá.

“O pneu possui bandas de rodagem para cada tipo de estrada e sabendo identificá-las, é possível buscar a opção que vai te proporcionar mais conforto e maciez. Além disso, deve ser levado em consideração uma opção que permita um melhor controle e frenagem na condução do veículo e melhor desempenho em dias de chuva. Tudo isso alinhado, claro, com uma boa durabilidade”, explica o coordenador de vendas.

Quanto aos tipos, o pneu recapado é o que atende apenas veículos de cargas, como caminhões e ônibus. De acordo com Wescley, na recapagem, há uma substituição da banda de rodagem (borracha) em contato com o solo. Esse processo é feito hoje “a frio” a uma temperatura média de 110°C conferindo maior longevidade à carcaça, embora ainda seja realizado “a quente” com temperaturas superiores a 140°C.

“Esse processo está presente na maior parte da frota comercial circulante no país, possui um baixo custo se comparado com os pneus novos. Além disso, apresenta um desempenho similar e contribui com a sustentabilidade do meio ambiente, ao diminuir o descarte de carcaças”, ressalta.

Pneus recauchutados

Além dos recapados, há no mercado também os recauchutados. Esses pneus são marcados pela substituição da banda de rodagem e dos ombros das carcaças. É feito apenas quente, em que se utiliza o camelback, um composto que molda o desenho da borracha junto a carcaça, no instante que a mesma é vulcanizada.

“Esse processo é muito utilizado em pneus de uso industrial, na construção civil e nos implementos agrícolas. Porém, muitos utilizam esse processo em pneus de passeio”, afirma Wescley.

Pneus remoldados

Em se tratando de maior complexidade em todo o processo, os pneus remoldados saem bem na frente.

“A remoldagem é a substituição completa da banda de rodagem, ombros e flancos dos pneus, sendo toda a parte externa da carcaça revestida por uma nova camada de borracha. Dessa forma, o pneu perde sua originalidade e identificações importantes do fabricante como, data e local de fabricação, capacidade de carga, índice de velocidade e o próprio nome do fabricante”, conceitua o coordenador de vendas de pneus.

Apesar de esse tipo de pneu ser encontrado em veículos comerciais, ele é mais comum em veículos de passeio, em que o usuário procura um menor custo antes de trocar o pneu do veículo por um novo.

Qualidade do processo

Independente do processo escolhido para ser realizado no pneu do veículo, a qualidade final deve ser garantida.

Por isso, Wescley dá a dica essencial para que você não saia no prejuízo. “O que sempre indico é para que esses concertos sejam sempre feitos por meio de vulcanização em recapadoras, que possuem certificação do INMETRO, nunca seja aplicado apenas o manchão tip top ou o tão conhecido “macarrão”. A perfuração até pode ser vedada, mas a estrutura da carcaça e as lonas de trabalho acabam sendo comprometido, o que acaba reduzindo a vida útil do pneu”, orienta o especialista em pneus.

1 comentário

Ezequiel Neto 28/08/2019 - 08:05

Nos USA e Europa os preços dos pneus novos são justos e os consumidores não são submetidos à orgia de impostos que existe no Brasil obrigando camioneiros e empresas a usarem pneus reformados. Com relação aos pneus reformados, apenas para exemplificar, em 2014 os Estados Unidos reutilizaram 15 milhões de pneus; é o País que mais reforma pneus no mundo. Só que os americanos não os utilizam e eles são exportados para Países do Terceiro Mundo. Os especialistas no setor alertam que com o passar do tempo, o pneu reformado pode apresentar perda de qualidade e riscos, já que o interior pode estar em boas condições, mas o exterior ressecado ou até mesmo ralado. Com a remodelagem é impossível verificar o estado do exterior e os pneus reformados possuem vida útil 30% menor em relação aos novos.

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