Esses caminhoneiros enfrentam situações de risco a todo momento na estrada. Se bem que onde eles rodam nem se pode chamar de estradas. A maioria dos caminhos é aberta sobre lagos, rios e pântanos, com uma grossa camada de gelo sobre eles. Esse gelo é muito resistente, e um caminhão rodando sobre o gelo pode ter até 45 toneladas de peso.
O problema é parar. A resistência do gelo cai drasticamente com o peso concentrado. O peso máximo suportado pelo gelo quando um caminhão para é de 27 toneladas. Sob o gelo estão milhões de litros de água. Qualquer falha aqui é fatal.
A dificuldade das estradas é apenas uma. O maior inimigo dos motoristas é o frio. Em alguns trechos a temperatura chega a menos de -50ºC. Isso sem vento. Se ventar, a sensação térmica chega fácil a -70ºC.
Ainda tem neve, pista extremamente escorregadia, fraturas no gelo e avalanches em alguns trechos. Então, quem enfrenta uma rodovia dessa tem que ser bem recompensado por colocar a própria vida em rico a todo momento.
Os caminhoneiros do gelo ganham até US$ 80.000 (R$ 330 mil) por uma temporada, que dura, no máximo, três meses. Quando a temporada termina, as estradas somem. Em geral, as temporadas começam em janeiro e terminam em março. Depois desse período, os caminhoneiro podem aproveitar o que ganharam ou trabalhar em outras empresas.
Apesar do salário atrativo, são poucas vagas oferecidas, pois são poucas empresas que oferecem esse tipo de serviço de transporte no extremo norte da América.
E as exigências não são poucas. Os caminhoneiros devem ter muitos anos de experiência, conhecimento nesse tipo de operação e uma indicação de alguém que já esteja trabalhando lá. Por isso, é praticamente impossível que um novato ou um estrangeiro consiga uma vaga para trabalhar ali.
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