Semana Nacional do Trânsito: alerta para caminhoneiros

por Blog do Caminhoneiro

Nos próximos dias, o país se mobiliza em ações que visam conscientizar motoristas e pedestres sobre a responsabilidade de cada um no trânsito e os cuidados necessários para evitar acidentes. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), eles são responsáveis pela morte de cerca de 1,35 milhão de pessoas anualmente no mundo. No Brasil, trata-se da segunda maior causa de mortes externas. Nesse cenário, um aliado à segurança nas vias chama a atenção: o exame toxicológico para caminhoneiros. Segundo especialistas, um teste capaz de evitar o consumo de drogas nas estradas e, consequentemente, os acidentes. Um benefício para a saúde, para a sociedade a para o próprio trânsito.

Dados do movimento SOS Estradas mostram uma redução de acidentes com veículos pesados nas rodovias federais de 36% na comparação do ano de 2015 – último ano sem o exame – com 2017 – primeiro ano inteiro com a obrigatoriedade do teste já que em 2016 liminares afetaram a implementação da lei.

De acordo com uma pesquisa do IBOPE divulgada em julho, 93% dos brasileiros aprovam que o exame toxicológico seja obrigatório para condutores profissionais. A obrigatoriedade, no momento, é para quem tem a Carteira Nacional de Habilitação dos tipos C, D e E, ou seja, motoristas de caminhão, ônibus e vans. Isso desde março de 2016, quando entrou em vigor a Resolução 517, criada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Criada em consonância com a Lei nº 13.103, também conhecida como a Lei dos Caminhoneiros, a Resolução impacta tanto para habilitação/renovação da CNH quanto para admissão/demissão dos empregados CLT. A estimativa é que 2,4 milhões de testes toxicológicos tenham que ser feitos anualmente no Brasil.

O exame é feito apenas em laboratórios acreditados pelo Denatran, que atendam a todas as exigências estabelecidas pela legislação brasileira. Entre eles, estão as unidades do Grupo Pardini. O Diretor da Toxicologia, Marcello Santos, alerta para a eficácia do teste. “O exame toxicológico tem larga janela de detecção, ou seja, pode identificar se uma pessoa consumiu ou esteve exposta a algum tipo de substância psicoativa em um período de 90 a 180 dias anteriores à realização do teste”, explica. Ele acrescenta que o exame pode identificar até 11 tipos diferentes de substância. Entre elas, cocaína, heroína, maconha, metanfetamina e ecstasy.

Eficiência e segurança

A coleta do material que será analisado é simples. Basta pegar amostras de queratina de cabelo, pelos do corpo (braços, pernas, peito ou axilas) ou raspas de unha. Já o cuidado para garantir a autenticidade do resultado é mais rigoroso. Além do enfermeiro responsável pela coleta, haverá sempre um segundo profissional do laboratório acompanhando o processo. O material é, então, lacrado, para que seja aberto apenas na hora da análise. Uma parte fica estocada por 5 anos para caso seja necessária uma segunda prova.

Atualmente, o Grupo Pardini realiza de 65 a 70 mil exames por mês. Conta com uma taxa de 5 a 6% de resultados positivos. Marcello Santos explica que, diante do cuidado tomado e da tecnologia usada no processo, a possibilidade de um resultado falso positivo é de 0%. “Conseguimos detectar com uma excelente precisão qualquer tipo de usuário de substância ilícita, ainda que ele faça o uso ocasionalmente. E isso é um benefício não só para pedestres e motoristas de veículos leves, mas também para os próprios profissionais do setor de transporte que querem trabalhar em segurança”, conclui.

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