CAMINHONEIRO BOM DE BRAÇO – FIAT 190 Turbo 6×2

por Blog do Caminhoneiro

Manhã fria, garoa fina.
Pela pista, um cavalo com farol aceso.
O destino, a cidade de Londrina.
Puxa semirreboque com grande peso.

Vontade de chegar é o desejo.
Mas ainda falta muito chão.
O motorista não contém um bocejo.
À noite toda conduziu o caminhão.

Foi uma noite com chuva intensa
e apesar da cabina oferecer conforto
conduzir a carreta com uma carga imensa
tinha-o deixado de cansaço quase morto.

Apesar de todo cansaço
dirigir era algo que fazia com gosto.
Conduzia com prazer o cavalo de aço.
Uma parada para abastecer no posto.

Enquanto os tanques eram enchidos
foi tomar um café na loja de conveniência.
Noite cansativa, mas quilômetros vencidos.
De força aquele motor não tinha carência.

Voltou para a estrada refeito.
Queria chegar antes de acabar o dia.
Sabia que um bom sono tinha direito
mas naquele momento isso não podia.

Seu Fiat cento e noventa turbo
era um cavalo mecânico de respeito.
Som do motor abafado e surdo.
Com ele encarava a estrada no peito.

Fizera algumas modificações
mas apenas para melhorar o desempenho.
Destacava-se entre outros caminhões.
Pela beleza e potência de seu engenho.

Trinta toneladas de medicamentos
a maior parte, vidros de xarope.
A carreta em bom deslocamento.
O cavalo Fiat em rápido galope.

Os três eixos do cavalo mecânico
garantiam firmeza na pista molhada.
O motor ritmado tal relógio britânico.
A chuva caia insistente, mas moderada.

Um carro forçando a ultrapassagem
acabou rodando e atravessou a sua frente.
Naquela pista escorregadia fez bobagem.
Juntou no freio para evitar o acidente.

Mas qual não foi o seu susto
quando desceram homens armados.
Grupo criminoso fora astuto.
Aquele falso acidente foi premeditado.

Engatou a marcha fez a retomada.
Não deu tempo de nenhuma reação.
Contra o carro a carreta foi jogada.
Aquilo causou uma grande confusão.

Quando a carreta atingiu o veículo
parecia formiga atropelada por elefante.
Tentar fuga daquele jeito podia ser ridículo.
Usaria todo o tamanho daquele gigante.

Outro carro que dava suporte
pegou os bandidos que ficaram a pé.
Aquela perseguição cheirava morte.
Escapar deles, o carreteiro tinha fé.

O Fiat 190 em rápida evolução
tentando escapar do assalto.
Pneu do semirreboque, explosão.
Pedaços de borracha ficaram pelo asfalto.

Sem deixá-los tomar a frente,
o carreteiro mostrou ser bom de braço.
Quebrada de asa surpreendente.
Um dos lados suspenso no espaço.

Chama o bruto no motor
sendo imediata a resposta.
Pé colado no acelerador.
Andando como ele gosta.

Feito mais um disparo,
e outro pneu que ja era.
Bandidos pagariam caro.
O carreteiro ficou uma fera.

Queriam seu extermínio
mas aquele hábil carreteiro
de sua carreta total domínio.
Manobrou com destreza o estradeiro.

Fez o retorno em pouco espaço,
e contra os bandidos em rota de colisão.
Em zigue-zague queria fazer um regaço.
Impossível escapar da colisão.

Os bandidos ainda tentaram escapar
tirando o carro para o acostamento.
Mas os carreteiro queria um jeito dar.
Para bandidos um final sangrento.

O Fiat 190 Turbo trucado
passou sobre o carro com furor.
Parecia que fora atropelado
pela passagem de rolo compressor.

O carreteiro manobrou novamente
e pegou o sentido em que seguia.
Ignorou aquele acidente.
Fez o que fez e não se arrependia.

Seu caminhão um pouco danificado.
Teria de ser trocado dois pneumáticos.
No mais seu cavalo mecânico trucado
tinha se mostrado veículo fantástico.

Quando entregou a carga de remédio
viu na TV sobre o fim dos bandidos.
Na estrada, ao volante não havia tédio.
Haviam muitos caminhos a serem seguidos.

Segundo informado no telejornal
os homens que haviam perdido a vida
Formavam um quadrilha do mau.
Fôra dizimada é totalmente destruída.

Autor: Roberto Dias Álvares

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1 comentário

Santosfc6263 02/12/2019 - 11:41

Espero que gostem dessa historia cheia de ação e adrenalina

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