Logo após a publicação dos vetos no Diário Oficial da União, senadores usaram as redes sociais para protestar contra a decisão.
Randolfe Rodrigues (Rede-AP), senador que foi o autor do projeto original para ampliação do benefício, destacou que o auxílio emergencial ajuda as famílias em um momento muito crítico, e criticou o presidente.
“Bolsonaro lava suas mãos em uma bacia de sangue! Quantos desses trabalhadores e quantas dessas famílias sofrerão, além da crise, com a fome e a falta de recursos? Covarde! Vamos lutar pela derrubada desses vetos!”, afirmou.
De acordo com os senadores, o veto deve ser analisado o mais rápido possível, já que muitos brasileiros dependem desses recursos.
De acordo com o Governo Federal, o veto se deu pela falta de indicação da origem dos recursos, e pela falta de isonomia, já que a proposta beneficia algumas profissões em detrimento de outras.
“Deve ser uma discussão tensa em razão da atual situação fiscal do país. Não tem dinheiro, mas devemos chegar a um consenso, a um entendimento. Para muitos, sobram problemas como saúde, aluguel… E falta o essencial, que é o alimento. Portanto, o governo deve sim encontrar uma solução”, afirmou o senador Chico Rodrigues (DEM-RO).
Se o projeto fosse sancionado pelo presidente como saiu do Senado, caminhoneiros e diversas outras categorias de trabalhadores teriam direito de receber o auxílio emergencial.
Com os vetos do presidente, apenas mães solteiras menores de idade foram incluídas na lista de pessoas aptas a receberem o valor do auxílio, que é de R$ 1.200,00 para mulheres chefes de família.
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