Roubo e furto de caminhões foram os menos afetados pela pandemia

por Blog do Caminhoneiro

Durante os meses de abril e maio – período da quarentena – o Brasil registrou uma queda de 28,75% nas ocorrências de roubo e furto de automóveis, caminhões e motocicletas, na comparação com igual período de 2019. Analisando os dados apenas do segmento caminhões, em abril, a queda nas ocorrências foi bem menor, de apenas 8,33%, e em maio de 6,85%, em todo o território nacional.

“Acreditamos que os caminhões e as cargas continuaram alvos dos bandidos porque o setor de transportes foi o menos afetado pela paralisação das atividades, na quarentena. Houve, inclusive, um aumento de ocorrências envolvendo esse tipo de veículos nos perímetros urbanos, devido as entregas de mercadorias. O estado de São Paulo, por exemplo, registrou crescimento de 2,5% de roubo e furto em maio deste ano”, analisa o coordenador do Comando de Operações do Grupo Tracker, Vitor Correa.

Já o segmento veículos leves (carros, pick-ups e SUVs) registrou queda de 36,29% em abril, na comparação com o mesmo período do ano passado. “Em maio, com a diminuição dos índices de isolamento social, a queda nos roubos e furtos foi de 26,32%”, conta Correa. Segundo ele, quanto mais veículos nas ruas, mais expostos os motoristas estão aos bandidos.

O segmento motocicletas foi o único que apresentou alta nos roubos e furtos em abril (16%), comparado com o ano passado, impulsionado pelo estado de São Paulo, que teve alta de 20%.

Comportamento de ladrões mudou durante pandemia

Outra constatação do Grupo Tracker diz respeito ao modus operandi dos criminosos. Em um outro levantamento realizado entre os dias 15 de março e 10 de maio de 2020, a empresa apurou um aumento de 18% nos furtos, com queda nas abordagens a mão armada, na comparação com o mesmo período de 2019. Nas oito semanas analisadas, 58,47% das ocorrências foram roubos e 41,53% furto. No mesmo período de 2019, foram 68,84% de roubos e 31,16% de furtos. Segundo Vitor Correa, o roubo é um delito de oportunidade. “Quanto menos exposição de veículos nas ruas, menores as oportunidades de praticar essa modalidade. Por isso, os bandidos acabam optando pelo furto, um delito com uma pena mais branda”.

Houve mudança também na preferência do dia da semana para agir. Entre 15 de março e 10 de maio de 2019, de cada 10 eventos, três eram na sexta-feira. Durante a quarentena esse índice caiu para 13,12%. Sábado que registrou 17,07% dos eventos em 2019, durante a quarentena representou 9,04%. A empresa não identificou variação significativa nos horários das ocorrências. “Durante a pandemia, 16% delas foram entre 7h e 9h da manhã, 43% entre 10h e 16h, 12% entre 17h e 19h e os outros 29% foram entre 20h e 6h da manhã. Nas outras semanas correspondentes de 2019 foram registrados 13% dos roubos e furtos entre 7h e 9h da manhã, 37% entre 10h e 16h, 14% entre 17h e 19h e os 36% restantes entre 20h e 6h da manhã”, conta o coordenador do Comando de Operações do Grupo Tracker.

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