PRF flagra motoristas sob efeito de anfetaminas no Pará

por Blog do Caminhoneiro

A PRF abordou quatro caminhoneiros sob efeito de anfetaminas no estado do Pará. Os flagrantes ocorreram nos dias 16 e 19 de outubro.

Uma das abordagens aconteceu ontem, após denúncias de outros motoristas, que uma carreta estava sendo dirigida de forma perigosa. Os agentes pararam o veículo VW/19.360 CTC 4X2 atrelado a um semirreboque que transportava mercadorias de Cajamar/SP para Belém/PA.

O motorista apresentava características típicas de quem consumiu anfetaminas como inquietação motora, sudorese excessiva, estresse e ansiedade. Por isso, foi inspecionada a cabine do veículo onde foi encontrada a droga.

No dia 16, outro caminhão foi abordado, e o caminhoneiro também apresentava sintomas de consumo de anfetaminas. Após indagar o condutor, os agentes realizaram buscas no interior da cabine, e encontraram diversos comprimidos de rebite.

Outra abordagem aconteceu em um caminhão Volvo FH, onde foram encontrados 21 comprimidos de anfetaminas. O quarto flagrante foi feito em um MB Atego, onde o motorista entregou uma cartela de rebite voluntariamente aos policiais, após ser questionado sobre o uso de anfetaminas.

Todos os motoristas foram enquadrados por consumo e porte de drogas. Foram lavrados TCOs e os motoristas precisarão comparecer em juízo quando convocados.

Essas substâncias têm sua comercialização regulamentada ou proibida pela ANVISA, a depender do composto presente no seu princípio ativo. A droga é comumente utilizada pelos condutores de veículos que transportam cargas com prazo curto para entrega devido o seu efeito colateral, que é a supressão de sono, a fim de sustentar longos períodos sem dormir, sendo comum que estes condutores permaneçam mais de 24 horas dirigindo ininterruptamente.

Esses fatores causam a falsa impressão de diminuição da fadiga e a capacidade de executar uma mesma tarefa por mais tempo. No entanto, trata-se de uma ilusão. O condutor está cansado, seus reflexos estão mais lentos e sua capacidade psicomotora está reduzida o que expõem a perigo tanto o condutor que dirige sob o efeito da droga quanto os demais usuários da via.

Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro

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