Profissão de motorista de caminhão perde atratividade e setor defende nova agenda para formar a próxima geração de condutores

O transporte rodoviário de cargas movimenta a economia brasileira e garante o abastecimento de cidades, indústrias e do comércio. Apesar da relevância da atividade, a profissão de motorista enfrenta um desafio que vai além da qualificação de novos profissionais. Na avaliação do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística de Minas Gerais (Setcemg), o principal obstáculo está na perda de atratividade da carreira, cenário que exige uma mudança na forma como o tema é tratado por empresas, entidades e poder público.
A discussão ganha destaque às vésperas do Dia do Motorista, celebrado em 25 de julho. Para o presidente do Setcemg, Antonio Luis da Silva Junior, insistir na ideia de escassez de mão de obra não contribui para enfrentar o problema. “O setor precisa discutir por que a profissão deixou de atrair novos profissionais. Existem pessoas aptas a atuar na atividade, mas a carreira perdeu espaço diante de outros caminhos no mercado de trabalho. Recuperar esse interesse é o primeiro passo para garantir a continuidade da profissão”, comenta.
Entre os fatores que afastam novos profissionais estão a violência nas rodovias, o tempo prolongado longe da família, as jornadas desgastantes e a percepção de que a rotina da profissão compromete a qualidade de vida. Embora a remuneração seja um aspecto importante, o presidente do Setcemg avalia que ela, sozinha, não é suficiente para tornar a carreira atrativa. “Quem escolhe uma profissão considera o conjunto de condições oferecidas. Segurança, respeito, boas práticas nas empresas, equilíbrio entre trabalho e vida pessoal e perspectiva de crescimento têm peso nessa decisão. A valorização do motorista passa por todos esses aspectos”, acrescenta.
O dirigente também chama atenção para outro sinal de alerta observado pelo setor. Segundo ele, muitos pais já não enxergam a profissão como uma opção para os filhos, o que compromete a renovação geracional e amplia a necessidade de iniciativas voltadas à formação e valorização dos futuros condutores.
Renovação depende de mobilização conjunta

Para enfrentar esse cenário, o transporte de cargas aposta em ações de qualificação e incentivo à entrada de novos profissionais. Entre elas estão programas desenvolvidos pelo SEST SENAT, como o Programa Mais Motoristas, que custeia a mudança de categoria da Carteira Nacional de Habilitação e oferece capacitação especializada, além de iniciativas voltadas à inclusão de mulheres e à preparação de novos condutores para o mercado.
Antonio Luis da Silva Junior defende que esse movimento precisa envolver toda a cadeia do transporte. “A construção de uma carreira atrativa depende do compromisso das empresas, das entidades representativas e das instituições de formação. Valorizar o motorista significa investir em condições de trabalho, reconhecimento e desenvolvimento profissional para que as próximas gerações enxerguem nessa atividade uma oportunidade de futuro”, destaca.
A discussão sobre a atratividade da profissão ocorre em um momento de renovação do mercado de trabalho e reforça a necessidade de medidas capazes de fortalecer uma atividade essencial para a logística nacional. O tema também amplia o debate sobre sucessão profissional, qualificação e sustentabilidade da cadeia de transporte de cargas, cuja eficiência depende diretamente da formação e permanência de motoristas preparados para atender às demandas do país.

Sempre quis ser motorista de caminhão e carreta, troquei a categoria da CNH fiz curso mopp mas não consegui uma oportunidade em uma empresa. As empresas poderiam dar oportunidade de novos motoristas para poderem desenvolver praticar com os veículos fazer viagens com motoristas experientes para depois poderem fazer os trajetos sozinhos.
Eu tenho carteira E mas nunca me interessei por trabalhar com caminhão, primeiro, esses caminhões que as empresas brasileiras oferecem são muito ruins,o caminhão é a casa do motorista, então precisa ter todo tipo de recursos, como os caminhões americanos, tem cozinha banheiro e dormitório,tudo no caminhão,e o que as empresas brasileiras oferecem é uma caixinha de sapatos pro motorista viver, depois não tem nenhum serviço nas paradas, precisa ficar a mercê da própria sorte, só pode pernoitar em alguns postos se abastecer, não existe nenhuma estrutura de parada pra motoristas,a PRF ajuda muito com multas a granel, fazendo perder pontos na carteira, são uns fdp.
E pra finalizar um salário de 2.800 reais extremamente atrativo pffff.
É melhor as empresas de transporte investir em robôs pra dirigir, fica a dica.
Salário ruim, e principal , o patrão investe milhões em um caminhão, mais não quer pagar um salário digno
Já foi o tempo que trabalhar de motorista, apesar de todas as dificuldades, ainda era prazeroso, atualmente, com esses caminhões mais moderno e o tal da tecnologia embarcada deixou de ser algo que vale a pena, pois passar 15 horas dentro de uma cabine com alarme tocando toda hora, sirene ligada e outras coisas mais, o prazer se transformou em dor no estômago, pois é como se o capeta fizesse companhia 24 horas, dirigir esses caminhões de transportadora virou um verdadeiro inferno disfarçado de segurança, por isso ninguém quer trabalhar mais com essa merda, isso deixou de ser profissão, é apenas uma função que é menos daquele que limpa banheiro, trabalhar de motorista, só mesmo pra aqueles que tem problema de cabeça, porque quem tem o mínimo de inteligência não vai querer encarar essa bucha.pra finalizar, 35 anos foram bons, mas esses últimos 5 anos, conheci o inferno aqui na terra e o satanás de carona.