Carrier Transicold e AddVolt desenvolvem baú refrigerado elétrico que não emite poluentes

por Blog do Caminhoneiro

Usando energia cinética do deslocamento do caminhão e frenagens, a Carrier Transicold e a AddVolt desenvolveram um implemento baú refrigerado que dispensa o uso do diesel para funcionamento do sistema de refrigeração do implemento.

A AddVolt desenvolveu o primeiro sistema elétrico plug-in do mundo para transporte de cargas refrigeradas.

Um ou mais eixos do implemento recebe um gerador de energia, que transforma o movimento das rodas e frenagens em eletricidade, que é acumulada em baterias instaladas sob o chassi da carreta, que possibilitam o funcionamento do equipamento de refrigeração do implemento, em um circuito fechado e livre de emissões diretas de poluentes.

Além de não poluir, o sistema ainda reduz ruídos do funcionamento do sistema, e também serve como sistema de freio auxiliar para o implemento. Além da instalação em reboques e semirreboques, a Carrier diz que a tecnologia pode ser aplicada em caminhões toco e truck, vans e até contêineres.

O sistema também possibilita telemetria completa do implemento, por meio da plataforma Carrier’s Lynx.

“Por meio de nosso contrato com a AddVolt, estamos dando um passo importante em direção à adoção comercial generalizada de sistemas de refrigeração elétricos para reboques em toda a Europa, o que, em última análise, ajuda a criar um caminho viável para os clientes fazerem a transição de unidades movidas a diesel para soluções mais sustentáveis”, disse Victor Calvo, presidente da Carrier Transicold.

Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro

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1 comentário

Davi Pinheiro 21/03/2021 - 21:01

Qualquer alternador pesa ao ser girado. Nesse sistema o quarto eixo vai trabalhar freiando a carreta e gastando pneu atoa. Além disso, o peso extra que o cavalo tem que puxar gera maior consumo de diesel do que um compressor ligado direto no motor porque nesse sistema que corverte a energia mecanica do giro da roda em energia eletrica para alimentar baterias para depois poder converter novamente energia eletrica em movimento para girar o compressor. Quanto maiores forem as conversões de energia maior é a perda, diferente do compressor ligado direto no motor, onde a perda energética é menor, portanto mais eficiente. Botaria fé nesse sistema se fosse movido a energia solar. Do jeito que esta aí é pura besteira pra pegar dinheiro dos trouxas.

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