Holanda não autoriza o uso de rodotrens em suas estradas públicas

Os Super EcoCombi são caminhões com dois implementos, de 13,6 metros cada um, engatados entre eles por uma dolly, com dez eixos no total, usando cavalos-mecânicos 4×2, que totalizam 32 metros de comprimento.
Os testes se dão pelo fato desse tipo de composição conseguir atingir uma grande redução das emissões de poluentes, como o CO2 na atmosfera, que chegam a ser reduzidas em cerca de 40%, o que pesa a favor desse tipo de combinação, já que a redução é obtida de forma imediata, com um investimento considerado baixo.
Além da Holanda, testes com esses implementos acontecem na Finlândia, Suécia e Espanha, para citar alguns exemplos.
Na rodovias de grande porte, esse tipo de veículo não oferece muitos problemas de circulação, mas em estradas mais antigas, rodovias secundárias e regiões próximas às cidades, o tráfego de veículos acaba sendo afetado negativamente pelos Super EcoCombi.
Entre os problemas apontados estão a invasão da faixa oposta de tráfego para realização de manobras em esquinas e curvas fechadas, por exemplo, dificuldade para entrar e sair de postos de combustíveis e também o arrasto excessivo dos pneus em manobras, o que pode ser danoso ao pavimento.
Além disso, trechos onde veículos com 25 metros circulam sem problemas precisariam ser modificados para a rodagem dos modelos de 32 metros, principalmente onde existam rotatórias.
Os testes foram encerrados, e o governo e transportadores holandeses que investiram nos Super EcoCombi irão ter uma nova rodada de negociações para tentar elaborar um novo projeto.
Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro
