Como surgiram e como funcionam as áreas de escape para caminhões?

Quando esse aquecimento passa dos 250ºC, a eficiência da frenagem vai sendo reduzida, devido ao atrito entre as lonas e os tambores ser cada vez menor. Além dos possíveis danos aos componentes do veículo, pelo excesso de calor, essa situação pode fazer com que os freios parem de funcionar por completo, e, apesar do motorista pisar no pedal, nenhuma desaceleração do veículo é notada.
Se isso acontecer em um trecho com declive, como uma serra, o risco é aumentado, pois, além de não frear, o caminhão pode ganhar velocidade. Sistemas de freio auxiliar, como o freio-motor e o freio retarder podem não ser suficientes para segurar o caminhão, e o risco de acontecer um acidente é grande.

A ideia inicial foi a criação de uma rampa de escape, com elevação contrária ao da via, mas com uma inclinação maior. Nos anos 1980, mais de 170 rampas do tipo já funcionavam nos Estados Unidos. De acordo com a NHTSA (Administração Nacional de Segurança de Tráfego Rodoviário dos EUA), mais de 2.150 acidente foram evitados, graças aos dispositivos, no ano de 1981.


Por isso, muitas dessas rampas tem galões de água e até muros no final da pista, para evitar que o caminhão possa cair em um abismo.

Esse tipo de área de escape consiste em uma caixa, cheia de cascalho, pedregulho, pedras britas, argila expandida (cinesita) ou outros tipos de materiais.
https://www.youtube.com/watch?v=JUyedxxNwog
Quando um caminhão sem freio acessa esse local, as rodas afundam rapidamente, e a parte inferior do veículo, como eixos, suspensão e chassi passam a ter atrito com o material da caixa, geralmente parando em poucos metros. A potência total de desaceleração de uma área de escape desse tipo pode ser superior aos 4 mil cavalos.
Depois de entrar em uma caixa de brita, o caminhão só consegue sair com auxílio de guinchos, e vai precisar passar por uma revisão antes de voltar a rodar, já que a entrada na área de escape e o atrito com o material interno da caixa pode danificar o tanque de combustível, tanques de ar, a parte inferior do motor.
Geralmente, esses danos são mínimos, mas podem acontecer, dependendo da velocidade, do peso e de outros fatores, como o tipo de material de atrito dentro da caixa de brita.
Aqui no Brasil, boa parte das áreas de escape usam argila expandida (cinesita), um material leve e barato, que evita a maioria dos danos aos caminhões.
Uma questão importante é que a área de escape só pode ser usada por um caminhão por vez. Se houver um caminhão dentro do dispositivo, um segundo veículo não poderá entrar, pois pode colocar em risco as equipes de resgate da rodovia, que atendem a primeira ocorrência. Uma entrada desse tipo, com dois caminhões, já foi registrada no Brasil.
O custo de instalação de uma área de escape do tipo caixa de brita gira em torno de R$ 15 milhões.
Rafael Busque – Blog do Caminhoneiro

O valor como sempre é absurdo, sendo que poderia se usar mais de um local na mesma rodovia e usar ao invés de um guindaste fixo um caminhão guindaste, que poderia cobrir uma area maio de resgate tipo até 5 caixas ou mais com agilidade!
O sistema basicamente é um buraco no chão cheio de brita ou argila expandida! 15 milhões é como sempre um jeitinho brasileiro de desviar dinheiro!
Creio que soluções praticas e baratas podem ser observadas dando atenção a estudantes da área.
como nao pode deixar de ser sao os famosos dojoes antigos da decada 80 travestidos de bob esponja que causam a maioria destas intercorrencias