Entrevistamos o proprietário de um dos caminhões mais confortáveis do mundo

O T680 é um dos caminhões mais confortáveis produzidos no mundo, e Eddie nos contou um pouco sobre sua rotina de trabalho e sobre o caminhão.
Eddie estudou nos Estados Unidos entre 1996 e 1998, e, em 2007, decidiu se mudar definitivamente para o país. Inicialmente, ele trabalhou com um caminhão Peterbilt, com estilo clássico.
Há cerca de 30 dias, o transportador recebeu seu novo KW T680, modelo 2022. O preço pago, por meio de financiamento, é de US$ 168 mil, e Eddie usa o caminhão para operação, como agregado, na empresa Ultimate Innovations, transportando itens refrigerados e de carga seca, no mesmo implemento.

De acordo com Eddie, a empresa tinha modelos Kenworth, Peterbilt, Mack e de várias outras marcas em sua frota. Além dos números de desempenho, ele analisou também aspectos como a manutenção oferecida pelo pós-venda das várias marcas, incluíndo o tempo de entrega dos veículos após entrarem na oficina, e a recorrência dos problemas.
“Eu, como todo brasileiro, gosto dos modelos clássicos. Mas eu escolhi o Kenworth T680 por ter uma Kenworth em toda esquina nos Estados Unidos. Quando acontece alguma coisa, eles arrumam e eles são rápidos, não ficam com o caminhão muito tempo, e ainda são mais em conta que as outras marcas”, ressalta o caminhoneiro.

“O caminhão é muito confortável. De todos que eu já trabalhei, ele é o mais confortável para o caminhoneiro. Eu viajo, fico um mês, um mês e meio fora, ele é o mais bonito e o mais luxuoso por dentro”, afirma.
Eddie também destaca que outros modelos, como os Volvo ou Freightliner oferecem cabines grandes com muitas comodidades, mas não tem o mesmo nível de acabamento interno e conforto para o motorista. Além disso, algumas marcas usam materiais mais simples no acabamento, diferente do KW, que é de primeira linha.
Outro destaque do modelo adquirido por Eddie é o tamanho da “cabine de comando” do veículo. Por ter a cabine totalmente integrada ao leito do veículo, diferente de modelos clássicos, o caminhão oferece um espaço muito maior entre os assentos, com maior facilidade para locomoção interna, e maior altura para o motorista.

Quando vivia no Brasil, Eddie tinha uma transportadora com 25 caminhões, entre Volvo e Mercedes-Benz, além de contar com cerca de 100 motoristas agregados, transportando cimento na região de São Paulo.
“Nunca tivemos outras marcas no Brasil, e entre as duas, a nossa paixão era o Volvo, por deixar mais dinheiro e dar menos manutenção. Esses Volvo não davam problema. Duas viagens por dia, de Santa Helena para São Paulo, o caminhão foi dar problema depois de quase dez anos de uso”.

O interior do modelo de Eddie é caramelo, diferente do padrão original, que é cinza, na versão mais completa, com todos os itens opcionais para o interior.
Outro ganho considerável do modelo, além do conforto, é no consumo de combustível, que, mesmo em um país como os EUA, onde o combustível é considerado barato, faz diferença no final das contas.
“Eu trabalhava com um Peterbilt 2007, clássico, e eu não conseguia fazer 6 milhas por galão de média (2,55 km/l). Com o T680 novo, pelas contas que faço, chega a 8,8 a 9 mpg (3,74 a 3,82 km/l)”, destaca Eddie.
Comparando os dois modelos, mesmo com o Peterbilt quitado e sendo mais barato, o custo a cada 10 mil milhas rodadas, o T680 economiza US$ 2.185 em combustível, pagando o valor que Eddie paga de prestação do veículo novo, financiado.
“Eu sai de um caminhão velho, estou com um modelo novo, e ele mesmo se paga. Só o dinheiro que eu deixo de gastar nele já paga a prestação”, disse ele, destacando que o financiamento será pago em cinco anos.
Caso continuasse a trabalhar com o Peterbilt, o valor gasto a mais com o combustível continuaria sendo pago após os cinco anos, além do caminhão antigo dar mais manutenção.
O Kenworth T680 é um modelo que se tornou o grande sonho do caminhoneiro norte-americano, pela série de comodidades que oferece. Entre as novidades da nova geração do modelo, está o sistema Auto Start, que permite que o motorista usufrua de todos os sistemas instalados no veículo, como ar-condicionado, climatizador, TV, geladeira, fritadeira elétrica e outros itens, sem que o motor do veículo fique permanentemente ligado, como acontece muito frequentemente nos EUA, onde os veículos permanecem ligados, mesmo à noite, em postos de combustível, enquanto o motorista dorme.
Esse Auto Start tem duas baterias extras, de grande capacidade, instaladas sob a cabine, que fornecem energia para todos os sistemas do veículo. Caso a carga fique muito baixa, o caminhão liga automaticamente por algum tempo, até que a carga das baterias seja suficiente para manter tudo funcionando por mais um período. De acordo com Eddie, na estrada, dificilmente o veículo liga sozinho, acontecendo com mais frequência quando o veículo fica parado por mais de 36 horas seguidas, como em finais de semana que passa em casa.
Eddie também nos conta que, se não tivesse vendido o caminhão antigo, não conseguiria comprar um modelo novo, devido a todos os custos que um caminhão mais antigo traz. Tendo o caminhão novo, colocando tudo na ponta do lápis, é possível inclusive comprar outros caminhões mais antigos, para vender e lucrar, por exemplo.
“Você sempre acaba pagando, de uma forma ou de outra, é só a fórmula que vai mudar. Eu tinha opção de ficar com o caminhão velho e pagar os US$ 2.175 a vida inteira, e vendo o pessoal economizando esse valor. Eu fiz essa conta, e vi que é muito mais vantagem você estar em um caminhão mais confortável, com toda a tecnologia que os Estados Unidos oferece”, disse.
Assim como acontece no Brasil, o custo com o combustível também é o maior custo para o transportador, por isso, cada centavo economizado faz diferença.
A Kenworth também oferece garantia praticamente ilimitada, de para-choque a para-choque, por 550 mil milhas rodadas. Caso precise realizar algum serviço dentro da garantia, a empresa em que o caminhão está agregado oferece um caminhão reserva, para ser usado enquanto o veículo de Eddie precisar ficar parado.
Isso é feito para que as cargas que a empresa precisa transportar não fiquem paradas. E também não há custo para o transportador nesse caso.
“Esse é o suporte que eles dão numa eventualidade do seu caminhão quebrar e ter que ficar numa concessionário”, disse.

Querer trabalhar como caminhoneiro nas terras do Tio Sam veio após ver notícias sobre a grande escassez de mão-de-obra no setor, além do crescimento dos salários pagos aos motoristas. Por isso, Eddie tirou a CDL e iniciou sua trajetória, que culminou agora na compra do primeiro T680.
“Conhecendo tudo, dirigindo, optei pelo T680 e não me arrependo. Estou pretendendo pegar um segundo caminhão, e, sem dúvida nenhuma, será outro T680. Financeiramente, é um caminhão que vai te dar um retorno e você vai pagar sem sentir”, finaliza o caminhoneiro.
Eddie Haul também mantém um canal no Youtube, onde mostra um pouco da sua rotina diária de trabalho pelas estradas da América do Norte. O canal pode ser acessado pelo link https://www.youtube.com/channel/UCBXL7A7yqbZ2x3LsJBEvGqA.
Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro

Parabéns, que Deus lhe abençoe sempre com muita saúde e paz,para fazer aquilo que vc sabe fazer melhor, um excelente profissional do transporte, abraço Arnaldo Magalhães de Aracaju-Se
Bom Adilson,blza?
Augusto de Contagem mg. O interesse por caminhão veio de alguns para cá, quando eu tirei a CNH D, e vou mudar para a E, mas estou trabalhando em padaria como padeiro, mas vai mudar se Deus quiser.
Um forte abraço.
Top demais meu sonho