ARTIGO – A revolução dos aplicativos de frete no agronegócio

A mudança se explica por dois fatores: a alta de 27% na produção de grãos (milho, soja e algodão), indicado no estudo Projeções do Agronegócio, produzido pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), e o aumento do interesse em utilizar os aplicativos de frete para a contratação dos serviços de transporte.
De acordo com a Fretebras, o Rio Grande do Sul (RS) e o Paraná (PR) foram os que mais solicitaram orçamentos durante o período analisado, com um terço dos totais de fretes contabilizados no estudo. Esse desempenho contribuiu para que, apesar do início de ano com resultados abaixo do esperado devido à pandemia, os empregos no agronegócio na região Sul se mantivessem até a chegada das vacinas.
O diretor de desenvolvimento de negócios da Rodovico Transportes, Diego Nazari, que presenciou e participou dessa mudança, atribui essa sustentabilidade ao uso de tecnologias no transporte de cargas. Na sua perspectiva, “o transporte no agronegócio, antes da introdução dos aplicativos no mercado, pedia o auxílio a alguém com anos de experiência na área que conhecesse a oferta de caminhões e a precificação do serviço. Com as plataformas de frete, o serviço fica inteligente e dinâmico. Agora, temos os dados que comparam a quantidade de veículos entre as regiões e permitem a contratação do frete conforme a necessidade do cliente. Gosto de dizer que é uma forma inteligente de operar, sem trabalhar no achismo”.
Desde setembro, a Rodovico conta com o apoio do Tmov, aplicativo desenvolvido pela Sotran Logística, logtech especializada na logística no agronegócio. A organização recebeu, em 2016, um investimento milionário do Arlon Group, fundo de investimentos localizado nos Estados Unidos focado no mercado de alimentos, para a criação do software. Já em 2021, o suporte da Fit Investimentos, empresa de consultoria brasileira, contribuiu para a digitalização dos 180 mil caminhoneiros cadastrados no Tmov.
Os resultados puderam ser notados desde o ano passado, em que o faturamento do aplicativo aumentou mais de um bilhão de reais. E segundo o CEO da Sotran, Charlie Conner, as projeções neste ano são de um crescimento de 40% das receitas da Sotran.
Diego credita a maior parte desse sucesso à simplificação que o aplicativo permite na contração e no pagamento do motorista. “O Tmov possui um sistema de cadastro com reconhecimento óptico de caracteres, o que permite uma leitura rápida de documentos e das informações do motorista. Trabalhar dessa maneira elimina uma série de etapas que, antes, fazíamos manualmente e que necessitavam de custos adicionais para a contratação do pessoal especializado para realizá-las”.
Se realizado da maneira antiga, o rendimento pela prestação de serviços nas empresas pode apelar para práticas antiéticas, como a carta-frete, modelo de remuneração proibida no Brasil pela Lei nº 12.249/2010, em que o valor pago no contrato do caminhoneiro é realizado por meio de trocas por combustíveis, hospedagens e refeições. Com a digitalização do serviço, são retirados os intermediários na operação, e o depósito é feito no próprio aplicativo por meio de um cartão de débito Visa.
Além disso, as plataformas de frete apresentam um aumento de eficiência no fluxograma da empresa. Diego afirma que a Rodovico espera aumentar os seus ganhos em 40% e reduzir os seus custos em 25%. “Até o momento, todas as nossas avaliações são positivas. O Tmov conta com um time eficiente que oferece o treinamento necessário aos motoristas para o uso do aplicativo. Fora que é fácil de navegar nele, e a empresa oferece um back office de alta performance para atendimento urgente”, finaliza Diego.
O agronegócio e a tecnologia são áreas cuja relação se apresenta como tendência para a economia mundial nas próximas décadas. A participação e o entusiasmo do empresariado com essas mudanças demonstram que o Brasil está atualizado das propostas que construirão um mercado com mais oportunidades de emprego e bem-estar para os brasileiros.

Só os abaixa frete kkkkkkkk os cara abaixa o frete pra pegar o puxe de não colocam os caminhões próprios, aí daí pros terceiro se ferrarem pra puxar, terceiro tinha que parar de puxar esses frete aí é usar esses aplicativos