Esse tipo de configuração, apesar de muito usada hoje em dia no Brasil não é recente. O uso desses veículos começou quase junto com o surgimento dos veículos, no início dos anos 1900, com os primeiros caminhões com motores de combustão interna e aqueles movidos a vapor.
No Brasil, a primeira opção de fábrica com segundo eixo instalado foi apresentada pela Fábrica Nacional de Motores, no final da produção dos modelos com cabine Standart, na versão D-11000. Chamadas de variantes, os modelos saiam de fábrica como V-10, V-12, V-13, que designava o tamanho da chassi, a capacidade de carga e tipo de aplicação do veículo.
O primeiro caminhão bitruck de fábrica produzido no Brasil foi o FNM D-11.000 V-17 com quarto eixo, que ficou em produção por pouco mais de um ano, a partir de 1972. Logo em seguida, a linha D-11.000 foi descontinuada, sendo substituída pelos modelos 180 e 210, com cabine Mille, derivada dos Alfa Romeo.
O caminhão também era equipado com pneus 1.000×20, e garantia o transporte de mais 5 toneladas brutas na comparação com o modelo V-17 sem o quarto eixo, o que se traduzia em 4 toneladas a mais de carga.
Depois do encerramento da produção do V-17 com quarto eixo da FNM, em 1973, somente em 1999 um modelo passou a ser oferecido de fábrica com dois eixos direcionais, pela Scania, com caminhões P94 importados da Europa.
Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro
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