Entenda como deve ser feito o processo de ressulcagem dos pneus de caminhões

“Embora os pneus ressulcados possam ser reformados posteriormente, a ressulcagem não é recomendada em todos os casos, uma vez que a espessura da borracha que protege o pacote de cintas fica reduzida e, consequentemente, mais susceptível à penetração de pedras e de outros objetos”, alerta Rafael Astolfi, gerente de assistência técnica da Continental, fabricante de pneus de tecnologia alemã.
Geralmente, os pneus que aceitam o processo recebem uma marcação específica na carcaça. Os modelos fornecidos pelas Continental vêm identificados com a palavra regroovable – que em português significa “ressulcável” – em ambas as laterais. Eles recebem essa denominação por possuírem uma camada mais espessa de borracha sobre sua cinta de aço mais externa.
Normalmente, o processo de ressulcagem remove 4 milímetros de borracha do fundo dos sulcos, mas deve ser respeitada a espessura mínima de 2 mm acima da cinta de proteção, que é a cinta metálica mais externa do pneu. Se o processo de ressulcagem ultrapassar essa marca, chamada de undertread” (abaixo da banda de rodagem), o pneu pode ficar inutilizável, uma vez que o pacote de cintas corre o risco de ser danificado.

Rafael Astolfi recomenda que o produto seja sempre analisado por um especialista.
“Ele vai verificar se o desgaste é uniforme e se certificar de que não existem danos suficientemente profundos na banda de rodagem a ponto de terem danificado a camada de borracha e o pacote de cintas estabilizadoras”, conclui.
Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro
