Como já contado aqui no Blog do Caminhoneiro em outra oportunidade, o primeiro L-312 fabricado recebeu o nome de Milena após ser finalizado. O caminhão ficou em produção por apenas dois anos, sendo substituído posteriormente pelos modelos L-321, de cara-chata, e mais tarde, pelos modelos L-1111, que foram fabricados aos milhares, devido à alta aceitação no mercado brasileiro. A maioria ainda permanece rodando, devido à alta durabilidade.
A capacidade de carga era de 6 toneladas, e o caminhão era considerado um médio. Esse modelo já era movido à diesel, mais eficiente para o transporte de cargas, diferente da maioria dos caminhões leves e médios da época, que rodavam com gasolina. O uso do diesel era muito divulgado pela montadora na divulgação do modelo.
Além da economia, o caminhão tinha cabine confortável para a época, era fácil de dirigir, e garantia alta durabilidade, com matérias de revistas da época relatando modelos rodando mais de 600 mil km sem abrir o motor.
Há 65 anos, na inauguração da fábrica da Mercedes-Benz, o então presidente, Juscelino Kubstcheck, junto com outras autoridades da época desfilaram a bordo das primeiras unidades do L-312 produzidas no Brasil.
Graças à durabilidade, robustez e capacidade de carga, além da facilidade de manutenção, a Mercedes-Benz se tornou uma das mais respeitadas montadoras de veículos do país, com milhões de unidades vendidas e uma consolidada liderança no setor, vendendo milhares de novos caminhões todos os anos.
Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro
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