Os três maiores fabricantes de caminhões do mundo se unem em prol dos caminhões elétricos

por Blog do Caminhoneiro

Grupo Traton, dono das marcas MAN, Scania, Volkswagen Caminhões e Ônibus e Navistar, Daimler Truck, dona de Freightliner, Mercedes-Benz e Western Star, e o Grupo Volvo, dono da Volvo Trucks, Renault Trucks e Mack, anunciaram na última quinta-feira a formação de uma joint venture para instalação e operação de uma rede de alto desempenho para recarga de caminhões e ônibus elétricos na Europa.

As empresas irão se empenhar cada vez mais para acelerar o processo de construção da infraestrutura de carregamento para o número cada vez maior de clientes que usam veículos elétricos na Europa, buscando cada vez mais um transporte de cargas e passageiros libre de emissões.

A joint venture é dividida igualmente entre as três empresas, e vai começar a operar em 2022, após todos os trâmites burocráticos. O investimento previsto é de 500 milhões de Euros, cerca de R$ 3,2 bilhões, o que torna o empreendimento o maior da Europa até o momento.

Em cinco anos, o plano é instalar e operar pelo menos 1.700 pontos de carregamento de energia limpa de alto desempenho perto e nas margens de rodovias, bem como em pontos de logística e de destino. O número de pontos de carregamento deverá aumentar significativamente com o tempo, buscando parceiros adicionais, bem como financiamento público.

A ação conjunta do Grupo Traton, da Daimler Truck e do Grupo Volvo aborda a necessidade urgente de uma rede de carregamento de alto desempenho para apoiar os operadores de caminhões em sua transição para soluções de transporte neutras em emissões de CO₂, especialmente em caminhões pesados ​​de longa distância.

É a infraestrutura de carregamento de alto desempenho que permite o transporte rodoviário de longa distância, e é uma forma econômica de obter reduções de emissões significativas e de fácil realização. Esta iniciativa é um começo significativo e um acelerador para tornar um sucesso de caminhões e ônibus pesados ​​neutros em CO₂.

“Temos a forte opinião de que nós, como Grupo Traton, juntamente com nossas marcas Scania e MAN, bem como a indústria de veículos comerciais como um todo, faremos parte da solução quando se trata de um mundo neutro em emissões de CO₂. Uma colaboração com concorrentes fortes como a Daimler Truck e o Grupo Volvo pode parecer incomum. No entanto, o tópico é de importância crucial e esta cooperação única nos tornará mais rápidos e mais bem-sucedidos na implementação da ação transformacional necessária para enfrentar as mudanças climáticas. Nossa joint venture será um forte impulso para a rápida descoberta de caminhões e ônibus elétricos a bateria, as soluções de transporte mais eficientes e sustentáveis”, disse Christian Levin, CEO do Grupo Traton, durante o evento.

“O anúncio de assinatura de hoje é uma ótima notícia para a indústria de transporte e a sociedade, pois destaca o forte compromisso de todos os parceiros em tornar os caminhões neutros em emissões de CO₂ em uma realidade. É notável que três concorrentes ferozes na área de caminhões e tecnologia de veículos estejam agindo juntos para começar a estabelecer a infraestrutura de carregamento necessária. Junto com o Grupo Volvo e o Grupo Traton, queremos enviar um sinal claro a todas as partes interessadas relevantes para seguir nossa liderança e agir agora”, completou Martin Daum, CEO da Daimler Truck.

“Estamos indo das palavras à ação, e esta joint venture planejada com a Daimler Truck e o Grupo Traton é um passo importante na formação de um mundo em que queremos viver. Parcerias inovadoras como essas permitirão a mudança tão necessária que beneficiará nossos clientes – e toda a indústria. Este é um marco histórico na transformação em direção ao transporte livre de combustíveis fósseis e um avanço que mostra o compromisso do Grupo Volvo em alcançar emissões zeradas de gases de efeito estufa até 2040 e uma frota circulante de emissão zero até 2050”, finalizou Martin Lundstedt, presidente e CEO do Grupo Volvo.

Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro

8 comentários

Jkh Fklim 26/12/2021 - 10:21

A adoção da eletrificação nos transportes parece ser um caminho sem volta. Pode demorar um pouco mais mas será implementada sem dúvida. A questão é qual a tecnologia mais viável e se no transporte pesado sera adotada a mesma tecnologia das baterias, carregadores, etc. ou serão sistemas diferenciados. Pela dificuldade e tempo de carregamento, além do peso de um conjunto de baterias para movimentar um bruto carregado, parece q o mais viável seria a adoção da célula de combustível + tanques de hidrogênio p abastecimento. Se o propósito for apenas evitar o
Co2, a conversão dos motores atuais ou criação de motores adptados para queima do hidrogênio (abastecimento rápido nos postos) seria tbm uma solução plenamente viável. Vamos aguardar p ver o q vão inventar. Abç

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Francisco Chagas 24/12/2021 - 11:28

Cara você acha que uma estrutura europeia como a MAN vão dá um tiro no pé já não teem tudo programado, seja mais humilde menos sabichão.

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Geraldo Magela Pinheiro de Menezes 22/12/2021 - 17:21

Boa tarde, me perdoem, carros elétricos ja estão superados, temos que ter é veículos movidos a energia solar e ………..

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Ettore ROMAGNOLI 22/12/2021 - 16:41

Esses europeus estão de piada, é carro, vans, caminhões, trens, motos, bicicletas e tudo eletrico. Blz! Onde estão as hidroelétricas para gerar toda essa energia, onde!? Ops! Não tem não!? Então vão usar termoelétricas, nucleares!? Parabéns, ótima idéia. Palhaços.

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Varlei Disiuta 22/12/2021 - 03:36

Milhões de empregos serão perdidos só no Brasil para agradar a mídia esquerdalha e os ecochatos!

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Arlindo Davi 21/12/2021 - 17:05

Bem isso, o tal falso aquecimento global, ai vem os elétricos, a cá o carregar sua energia vindo de hidrelétricas com selecionáveis ambientais, ou de termoelétricas, a não ser q esses engenheiros cá o fazer como Nicola Tesla fez com sua torre, se não for isso pra ser limpa a mão ser q vão carregar os caminhões no fiofo kkkkk.

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André 21/12/2021 - 12:47

Economicamente sim, porém estamos falando da queima de combustíveis fósseis onde a quantidade de enxofre é grande e vem causando a morte de milhares de seres no mundo, animais e Humanos. O ser Humano também expele o CO2 e nem por isso vamos colocar robôs no Lugar… O assunto é complexo e um dos benefícios será o nível de ruídos nas cidades… Tem avenidas que passa dos 100 decibéis, a poluição sonora é um agravante também.

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James w v M junior 21/12/2021 - 05:40

Como essa mentira do aquecimento global tem ganhado força nesse tempo, tratar CO2 como um poluente é jogar tudo o que se conhece por poluição no lixo. Em nome da ganância vão implantar a força esses veículos elétricos que serão mais caros que os atuais e sem influência nenhuma no clima.
O CO2 é o gás da vida ou esses anencéfalos se esqueceram que as plantas vivem de co2, e sem plantas a vida no planeta deixa de existir.

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