Volvo FH 540 passa de 8,5 mil unidades vendidas e se consagra como o caminhão mais vendido do ano

por Blog do Caminhoneiro

Custando entre R$ 600 mil a R$ 810 mil, o Volvo FH 540 é o modelo top de linha da montadora sueca. Produzido em Curitiba, o pesado conta com motor D13C540, com potência de 540 cavalos e 2.600 Nm de torque, e é equipado com câmbio I-Shift, de 12, 13 ou 14 marchas, e geralmente é usado para tracionar composições como o rodotrem.

Tanto atributos de potência, robustez e conforto consagram o modelo como o caminhão mais vendido do Brasil em 2021, ficando à frente de modelos de outros segmentos. De acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), até o final de novembro, foram emplacadas 7.945 unidades do modelo. Até o dia 15 de dezembro, já são mais de 550 registros, totalizando 8.501 novos Volvo FH 540 rodando pelas estradas do país neste ano.

O segundo colocado, Scania R450, registrou 6.498 unidades emplacadas entre 1º de janeiro e 15 de dezembro de 2021. Ou seja, são mais de duas mil unidades de diferença entre os dois modelos.

Nova linha no Brasil

No final de outubro desse ano, a Volvo iniciou a produção da nova linha de caminhões FH no Brasil, junto com os modelos FM e FMX, que foram renovados em junho. Com o início da produção, a unidade industrial da marca aprimorou ainda mais seus conceitos de Indústria 4.0.

Além do novo design, os novos caminhões contam com novos dispositivos de segurança, novo painel digital e aerodinâmica mais eficiente, além de um nível inédito de conectividade, que garantem uma redução de consumo de combustível de 5% em relação à geração anterior.

A principal mudança, que é a mais perceptível, é na cabine. Os novos modelos receberam um novo conjunto de faróis e nova grade frontal, renovando o consagrado design do modelo. A cabine também passou a ter a dianteira mais arredondada, ampliando a eficiência aerodinâmica do caminhão, que também recebeu frestas menores entre os componentes e o pisca deslocado, colocado na porta.

Fabricação

Para atender todos os requisitos de qualidade para produção dos novos caminhões, a planta brasileira, que é considerada referência mundial em eficiência e qualidade dentro do Grupo Volvo, fez mais avanços na digitalização dos processos produtivos, robótica avançada, uso intenso de tecnologias de dados, além de simulação e realidade virtual para desenvolvimento dos processos e das pessoas.

Dentro da unidade de Curitiba são produzidos motores e transmissões em uma unidade, cabines em outra, e por último está a linha de montagem final dos veículos.

Todas trabalham de forma sincronizada, de maneira que no ingresso de um novo pedido de produção cada chassi é identificado por sistemas inteligentes que monitoram o trabalho dos vários pontos de manufatura da fábrica.

A fábrica é uma das mais tecnológicas do país, e já tem diversos processos totalmente automatizados, com elevada qualidade de produção, que a distingue até mesmo dentro do Grupo Volvo.

A convivência com drones responsáveis pelo inventário de peças no estoque, estações de produção digitalizadas, análise e simulação virtual de produtos e processos, ou mesmo a movimentação autônoma de materiais para o abastecimento da linha por AGVs (automated guided vehicles) – pequenos veículos autoguiados que trafegam pela fábrica sem a interferência humana – há muito tempo fazem parte da rotina fabril.

Tecnologia

Os novos caminhões Volvo trazem uma série de novidades que vão além do visual e tecnologia. FH. FM e FMX contam com maior uso de peças de alumínio, que substituem componentes que eram de aço, e deixando a cabine mais leve, sem perder a resistência.

Outra novidade, na montagem do painel frontal do caminhão, é a solda ultrassônica, que consegue unir peças de plástico e de metal.

Além disso, novas tecnologias foram agregadas para a pintura das cabines. É o caso, por exemplo, de peças como a nova grade frontal. Programações pré-definidas dão a sequência exata de tratamento, pintura e acabamento, enquanto a cabine recebe todo o preparo antes de seguir para a montagem final.

Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro

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